- A ExxonMobil disse a Trump que é impossível investir no setor petrolífero venezuelano no contexto atual, citando bens confiscados e estruturas legais que dificultam investimentos.
- O chefe da ExxonMobil, Darren Woods, afirmou que, sem mudanças significativas, não é viável regressar ao país para investir.
- O CEO da Repsol, Josu Jon Imaz, disse estar preparado para investir fortemente na Venezuela e triplicar a produção para cerca de 135 mil barris por dia nos próximos três anos.
- Trump afirmou que as empresas poderão investir “pelo menos 100 mil milhões de dólares” e que Washington pode levantar sanções seletivamente para permitir a venda de petróleo venezuelano.
- Na reunião foram citadas várias empresas, incluindo Chevron, ExxonMobil, Repsol e Eni; a Chevron é a única com licença vigente na Venezuela, enquanto a ExxonMobil e a ConocoPhillips abandonaram o país em 2007.
ExxonMobil afirmou, na sexta-feira, que investir no setor petrolífero venezuelano é impraticável nas condições actuais. A declaração foi feita numa reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, em que a Repsol indicou abertura para reforçar a presença no país.
Segundo o presidente da ExxonMobil, Darren Woods, seriam necessárias mudanças significativas no contexto venezuelano para que haja retorno de investimento. A empresa destacou o histórico de confiscos de ativos no país para justificar a posição.
Trump reuniu-se com executivos de várias petrolíferas, incluindo representantes da Repsol, para discutir oportunidades na Venezuela. O objetivo passado pelo chefe de Casa Branca foi avaliar condições de segurança jurídica e de investimento.
Repsol prepara forte expansão
Josu Jon Imaz, CEO da Repsol, informou que a empresa está preparada para investir de forma expressiva na Venezuela e pretende triplicar a produção de crude até cerca de 135 mil barris por dia nos próximos três anos. A meta representa um aumento significativo face aos 45 mil barris diários atuais.
Imaz sublinhou que a Repsol já opera no país há três décadas e que mantém presença estável com pessoal, instalações e capacidade técnica. A empresa atua em parceria com a Eni para o gás utilizado na geração de energia no território venezuelano.
A Repsol explicou ainda que a produção venezuelana envolve o fornecimento de gás que alimenta metade da geração de eletricidade local. A empresa ressaltou que a maior parte do território permanece inexplorada, o que sustenta o potencial de expansão.
Contexto e sanções
Em maio, o governo dos EUA revogou licenças da Repsol, da Eni e de outros operadores para exportar petróleo venezuelano. A decisão encerrou, temporariamente, operações de algumas companhias na Venezuela, enquanto a administração de Washington sinaliza abertura para licenças seletivas no futuro.
A Casa Branca indicou que empresas presentes na reunião podem ter garantias para explorar os recursos da Venezuela, desde que cumpram critérios estabelecidos pelo governo norte-americano. A Chevron continua a deter a única licença vigente no país.
Situação venezuelana e reservas
Apesar da produção atual ser baixa, Caracas detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas pela OPEP em mais de 300 mil milhões de barris. Países vizinhos mantêm números significativamente menores, reforçando o interesse internacional no regime de licenciamento.
A reunião concerniu ainda como as sanções podem ser ajustadas de forma seletiva para facilitar a comercialização externa do petróleo venezuelano, mantendo o alinhamento com objetivos de política externa dos EUA.
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