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Empresas depositam mais do que tomam emprestado

Banco de Portugal: pela primeira vez desde 1979, os depósitos das empresas superam os empréstimos, sinal de liquidez elevada e potencial abrandamento do crédito

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Empresas depositam mais do que pedem emprestado
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  • O Banco de Portugal registou, pela primeira vez desde 1979, que os bancos emprestaram menos às empresas do que estas depositaram nos cofres.
  • O dato é apresentado como inédito em quase cinco décadas de dados e é destaque na capa do Jornal Económico.
  • O fenómeno indica uma relação incomum entre poupança empresarial e crédito, com as empresas a manterem mais depósitos do que empréstimos recebidos.
  • O texto não detalha as causas, limitando-se a assinalar o facto histórico e o seu impacto potencial na economia.
  • O conteúdo também compila várias manchetes de outros semanários, refletindo o ambiente de análise económica e política do país.

Os bancos portugueses passaram a emprestar menos às empresas do que o montante que estas mantêm em depósitos, numa situação inédita desde 1979, segundo dados do Banco de Portugal. A inversão de tendência acontece num contexto de maior liquidez institucional e cautela na concessão de crédito.

Acontece numa altura em que os depósitos empresariais superam, pela primeira vez, o total de crédito disponível. A situação coloca pressão sobre o financiamento produtivo, que já vem a atravessar transformações devido a custos de funding e a condições de mercado mais restritivas.

Este fenómeno é analisado com atenção pelo mercado, que observa impactos na atividade económica, na procura interna e nos planos de investimento das empresas. O BDP destaca que a relação entre depósitos e crédito é um indicador relevante para a avaliação do equilíbrio entre poupança e financiamento.

Dados do Banco de Portugal

Fontes oficiais indicam que a história recente do sistema financeiro nacional revela uma depressão relativa do crédito a empresas face aos níveis de poupança institucional. Analistas apontam que este fenómeno pode refletir políticas de liquidez, maior prudência de banca e alterações na procura de crédito pelas firmas. O desfecho é acompanhado de perto por investidores e instituições públicas, perante a perspetiva de mudanças no custo do dinheiro e no financiamento a cada ciclo econômico.

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