- O IPC na China subiu 0,8% em dezembro, em relação a dezembro de 2023, o maior aumento homólogo desde fevereiro de 2023.
- Em termos mensais, os preços no consumidor aumentaram 0,2% entre novembro e dezembro.
- O aumento foi em grande parte explicado por um repentino aumento dos preços dos alimentos, devido a condições meteorológicas, segundo a analista Zichun Huang.
- O Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) afirma que as medidas para impulsionar a procura interna continuam a produzir efeitos.
- O índice de preços na produção (IPP) caiu 1,9% em dezembro, face ao mesmo mês de 2023, uma descida menos acentuada que em novembro.
O índice de preços no consumidor (IPC) na China subiu 0,8% em dezembro face ao mesmo mês de 2023, o maior aumento homólogo desde fevereiro de 2023, segundo o Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE). O dato indica sinal de recuperação, ainda que com pressões deflacionistas persistentes.
Foi a terceira subida consecutiva do IPC, alinhada com as previsões de economistas consultados pela Bloomberg. Em termos mensais, o IPC avançou 0,2% entre novembro e dezembro.
A autoridade explicou que as medidas de estímulo à procura interna começam a dar frutos, com efeito visível no consumo. A analista Zichun Huang, da Capital Economics, aponta que o fim da política de zero Covid ajudou a inflação a chegar a um pico recente.
A subida de dezembro é considerada, em grande parte, explicada por um aumento conjuntural dos preços dos alimentos, causado pelas condições meteorológicas. Sem uma procura mais robusta, mantém-se o risco de pressões deflacionistas nos próximos anos, segundo Huang.
O índice de preços na produção (IPP) recuou 1,9% em termos homólogos em dezembro, continuando a tendência de queda. A descida foi menos acentuada do que em novembro, quando caiu 2,2%.
A redução do IPP implica margens mais estreitas para as empresas industriais, que enfrentam uma intensa guerra de preços. As autoridades vêm tentando conter esse fenómeno nos últimos meses para evitar uma compressão contínua dos lucros.
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