- Em 2025 houve muitos anúncios de milhões na IA; em 2026 espera-se avaliar a consolidação e a rentabilidade da tecnologia.
- Especialistas dizem que 2026 poderá separar quem usa IA para criar novas fontes de receita daqueles que a utilizam apenas para sobrevivência; eficiência e margens de lucro ganham centralidade.
- Economistas prevêem maior exigência quanto ao retorno dos grandes investimentos em IA, com mais pressão regulatória, sobretudo na União Europeia.
- Existem desafios regulatórios e legais persistentes para as grandes tecnológicas, com fiscalização estatal e internacional a atuar sobre a IA.
- As preocupações com a concorrência permanecem agressivas, refletindo animosidade e não apenas questões tradicionais.
O ano de 2025 ficou marcado por anúncios milionários no campo da inteligência artificial, mas 2026 deverá trazer avaliação da consolidação desta tecnologia. Especialistas ouvidos pelo Observador acompanham o setor e as grandes empresas como Amazon, Apple, Microsoft, Meta, Google, Nvidia e OpenAI, para ver se a IA passa a gerar retornos reais.
Segundo o analista Vítor Madeira, o mercado amadureceu e já não basta anunciar inovações; investidores exigem lucros tangíveis e fluxo de caixa livre. Em 2026 pode ficar claro quais empresas criam novas fontes de receita com IA e quais a usam apenas como ferramenta de sobrevivência. A eficiência e a monetização da IA passam a ser determinantes.
O economista Paulo Rosa reforça a ideia de maior exigência quanto ao retorno dos elevados investimentos recentes no setor. Ele antecipa também uma consolidação continuada da IA, acompanhada de maior pressão regulatória, especialmente na União Europeia.
Regulação em foco
Dan Gilman, pesquisador de política de concorrência, ressalta desafios legais para as maiores tecnológicas. As autoridades regulatórias, nacionais e internacionais, permanecem como fator de resposta para a IA, representando um obstáculo adicional às estratégias das empresas líderes.
A nível setorial, o foco está na condução regulatória e nas implicações de concorrência que surgem com o avanço da IA. A pressão por governança e fiscalização deve permanecer presente à medida que as plataformas buscam novas aplicações e modelos de negócio.
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