- Catarina Martins afirmou que mais de 70% das freguesias em Portugal não têm um balcão de banco aberto, fazendo referência a um estudo citado pelo Expresso.
- O estudo, divulgado a 25 de dezembro, baseia‑se na geolocalização das agências registadas pelo Banco de Portugal a fim de 30 de novembro de 2025, em parceria com a Nova University.
- Em Portugal Continental, apenas 28% das 2.882 freguesias têm uma agência bancária; cerca de 2.075 freguesias não têm qualquer balcão.
- A falta de bancos abertos é maior no interior, com Braga, Viseu, Guarda e Bragança entre os distritos mais afetados; no litoral concentram‑se a maioria dos balcões.
- O Expresso conclui que, em cerca de 500 freguesias, é necessária uma viagem de meia hora de carro para chegar ao banco mais próximo.
Catarina Martins, candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, afirma que mais de 70% das freguesias de Portugal não têm um balcão de banco aberto. A mensagem foi publicada num vídeo nas redes sociais, em contexto de campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro de 2026.
A crítica surge à luz de uma notícia publicada pelo Expresso, que cita dados de uma análise conjunta com a Nova SBE. O estudo usa a geolocalização de agências registadas pelo BdP a final de novembro de 2025 para sustentar a afirmação.
Segundo o levantamento, apenas 28% das 2882 freguesias do território continental possuem pelo menos uma agência; 72% não têm qualquer balcão. A maior escassez ocorre no interior, nos distritos de Braga, Viseu, Guarda e Bragança, onde mais da metade das freguesias fica sem banco.
Em sentido oposto, a distribuição de balcões concentra-se no litoral. Quase metade dos balcões está em 3% das freguesias, com Lisboa e Porto a concentrar números elevados face a outros distritos.
Em cerca de 500 freguesias, é necessária uma deslocação de meia hora de carro para chegar ao banco mais próximo, conclui o Expresso.
Dados que sustentam a afirmação
O BdP publicou, em 2023, um relatório autónomo sobre a cobertura da rede de caixas automáticos e agências, que indicava 41% de freguesias sem ponto de acesso. Nessas freguesias habitavam cerca de 740 mil pessoas, ou 7% da população.
As informações de 2025 reforçam a narrativa de carência de serviços bancários em zonas interiores, com impacto especialmente em população idosa e comunidades locais.
Contexto geográfico e temporal
A análise utiliza dados de novembro de 2025 para mapear a rede de bancos no território continental. O debate acompanha o ciclo eleitoral e a agenda de combate ao abandono de zonas centrais, tema central da campanha de Catarina Martins.
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