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Cidades que ficam: o retrato de quem permanece e não emigra

Interior resiste ao silêncio: quem fica aposta em empreendedorismo e qualidade de vida, enfrentando o despovoamento juvenile

Palmira na loja onde trabalha desde os 14 anos.
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  • Em Montalegre e Vila Nova de Foz Coz, o interior enfrenta oportunidades limitadas e r populous saída de jovens, mas há quem decida ficar e criar oportunidades locais.
  • Em Vila Nova de Foz Côa, Palmira Gonçalves, de 52 anos, gere a Frutaria Mirita e afirma que tratar os clientes pelo nome é fundamental para manter a comunidade, motivando-a a ficar.
  • Palmira começou a trabalhar na mercearia da família aos 14 anos e, desde então, assumiu o negócio, valorizando a qualidade de vida e a tranquilidade do interior para não sair.
  • A cidade enfrenta despovoamento jovem pela falta de empregos; a agricultura continua sendo o setor com maior empregabilidade, mas muitos jovens criam os seus próprios projetos.
  • Daniela, de 28 anos, em Freixo de Numão, iniciou, no Natal de 2024, a produção de velas de cera vegetal para promover opções mais saudáveis; vende online e em feiras, ampliando fronteiras sem abandonar a região.

A realidade das cidades que resistem ao silêncio mostra Montalegre e Vila Nova de Foz Côa como exemplos de regiões com oportunidades limitadas, mas com habitantes que optam por ficar. O registo é feito a partir de relatos locais que destacam iniciativas de empreendedorismo e preservação de tradições.

Em Vila Nova de Foz Côa, a praça central recebe o fim de tarde com tranquilidade. A Frutaria Mirita, gerida por Palmira Gonçalves, 52 anos, é um espaço de atendimento próximo e familiar. A comerciante sublinha a importância de tratar os clientes pelo nome.

Palmira iniciou a vida profissional aos 14 anos numa mercearia de família e nunca pensou em partir. A avaliar, a qualidade de vida no interior, o trânsito inexistente e o ambiente sereno ajudam-na a manter-se na vila. Aposta na continuidade do negócio.

Ainda em Foz Côa, a chefe de loja explica que a falta de oportunidades para jovens leva a saída de muitos. Contudo, a região tem visto surgirem projetos que ficam para além da tradicional agricultura, como forma de fixar população e criar emprego.

Empreendedorismo no interior

Em Freixo de Numão, Daniela, 28 anos, iniciou a produção de velas de cera vegetal em dezembro de 2024. O impulso surgiu a partir de conteúdos sobre velas de parafina e cuidados com a saúde, encontrados nas redes sociais. A ideia ganhou escala com feiras locais e venda online.

Conduzida pela vontade de permanecer na região, Daniela usa plataformas digitais para alcançar clientes fora do município. O objetivo é tornar o negócio a principal fonte de rendimento, mantendo o vínculo com a comunidade e com o comércio local.

O perfil das populações locais aponta para um despovoamento juvenil, comum na região, com a agricultura a permanecer como setor com maior empregabilidade. Ainda assim, jovens empreendedores têm vindo a criar iniciativas próprias.

Montalegre, enquanto parte desta realidade, soma ao longo de 2024 e 2025 exemplos de iniciativas que valorizam a vida no interior, com novos negócios que conciliaram tradição e inovação. A experiência de quem fica demonstra o impacto positivo na economia local.

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