- A Siemens tem 177 anos de história a nível global e 120 anos em Portugal, e passou de fabricante de hardware para empresa tecnológica que usa IA, dados e simulação.
- Em Portugal é o sexto maior centro de competências tecnológicas da Siemens, com mais de 1.500 profissionais no Tech Hub, a desenvolver soluções globais em IA, dados, cibersegurança, IoT, digital twins e metaverso industrial.
- A CEO Sofia Tenreiro explica que a Siemens deixou de vender apenas hardware para oferecer soluções integradas, onde software, IA e simulação digital são determinantes; o conceito de Digital Twins permite testar cenários antes de decisões críticas.
- Admite que a IA já tem valor, mas alerta que muitas empresas não estão preparadas devido a dados desorganizados, capacitação insuficiente e processos rígidos.
- A previsão é de que, em 2026, haja muito mais valor concreto da IA, desde que empresas avancem nos três pilares: dados, pessoas e processos.
Siemens tem quase dois séculos de história e 120 anos em Portugal, marcando uma transformação constante. Do hardware a uma empresa tecnológica, foca-se na IA, dados e simulação para acelerar a digitalização e a sustentabilidade.
A CEO Sofia Tenreiro destaca que a elementar missão industrial não desapareceu. Elevaram a capacidade de eletrificar, digitalizar e tornar inteligente o que já existia, criando soluções que integram software, IA e simulação digital.
Hoje, a Siemens aplica IA, dados, simulação e software avançado em saúde, mobilidade, automação, infraestruturas e edifícios inteligentes, conectando mundo real e digital para reduzir riscos e custos.
Ao longo do episódio do podcast The Next Big Idea, Tenreiro explica a transição de hardware para soluções integradas, com Digital Twins como exemplo principal de teste de cenários antes de decisões críticas.
Portugal no centro da inovação global
Portugal é o sexto maior centro de competências tecnológicas da Siemens, atrás de Índia, China, EUA, Alemanha e Áustria, com mais de 1500 profissionais no Tech Hub local.
Este hub desenvolve soluções globais em IA, dados, cibersegurança, IoT, digital twins e metaverso industrial, gerando tecnologia criada no país para uso mundial.
A liderança portuguesa reconhece que a Siemens continua, para muitos clientes, um “segredo bem guardado”, devido à forte relação histórica com hardware e à transição para software e IA.
Oportunidade e desafios da IA para 2026
Tenreiro afirma que, embora haja entusiasmo, muitas organizações ainda não estão preparadas. Dados desorganizados, diferenciação de competências e processos rígidos limitam resultados.
Mesmo assim, o otimismo persiste: em 2026 deve haver maior valor gerado pela IA, desde que se preparem dados, pessoas e processos para sustentar o crescimento.
Para a CEO, a IA já cumpriu parte da promessa: o verdadeiro impacto surge quando se trabalha de forma integrada com bases de dados, capacitação e metodologias.
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