- Em Portugal, a IA mais utilizada é o ChatGPT (87,5%), seguido do Copilot (37,6%), Gemini (29,1%) e Perplexity (13,6%).
- 94,8% dos profissionais já usam IA; 73,1% usam pelo menos semanalmente e 48,2% daily.
- Nas empresas, 39,9% dizem ter diretrizes para o uso de IA e 36,9% afirmam usar sem restrições; 30,3% consideram a adoção suficientemente estruturada.
- As principais finalidades são criação de conteúdo (50,4%), investigação/estudo (43,5%) e ideação/brincadeira de ideias (42,6%).
- 64,7% relatam pouca ou nenhuma preocupação com a substituição por IA; 5,3% têm alto nível de preocupação; 64,6% não fez formação relacionada nos últimos 12 meses.
A IA é, segundo um estudo divulgado em Portugal, amplamente utilizada em 2025, com o ChatGPT a liderar entre as ferramentas, seguido de Copilot, Gemini e Perplexity. O estudo visa medir o estado da adopção da inteligência artificial no país este ano e conta com 2762 participantes.
A investigação, coordenada pela Magma Studio em parceria com a CIP e com o apoio da DSPA, foca-se em uso profissional e académico. Entre os dados, 87,5% dos inquiridos utilizam o ChatGPT, 37,6% o Copilot e 29,1% o Gemini. O Perplexity aparece em 13,6% das respostas, com as versões gratuitas a dominarem (72,8%).
Quadro de uso e acesso
Quase 70% dos utilizadores recorrentes acede à IA semanalmente, com 48,2% a usar diariamente. Em termos de formação, 64,6% não realizou formação sobre IA generativa nos últimos 12 meses. Entre os 35,4% que fizeram formação, 86,3% foi de duração inferior a três horas, frequentemente uma introdução à IA.
A aplicação da IA em contextos profissionais mostra que as áreas de maior utilização são tecnologia e inovação (29,5%), apoio e suporte (27,8%) e marketing/ comunicação (24,8%). Quase metade dos formados refere utilidade para criação de conteúdo (50,4%) e investigação (43,5%), com estudantes a priorizar investigação (64%) e automatização (42,8%).
Percepções e diretrizes
Entre os profissionais, 39,9% dizem que a empresa impõe diretrizes para uso e 36,9% reportam uso sem restrições. Apenas 30,3% acreditam que a organização adota a IA generativa de forma estruturada, enquanto 5,3% manifestam preocupação elevada com a possível substituição de empregos. No conjunto, 64,7% têm pouca ou nenhuma preocupação nesse aspeto, e 28,8% não sabem onde a IA já é utilizada.
O estudo descreve benefícios como ganho de tempo, foco em tarefas criativas e possibilidade de avançar com novas tarefas. Além do contexto profissional, a IA é utilizada para apoio à investigação, organização pessoal e leitura de notícias. A amostra incluiu 60,3% de profissionais e 39,7% de estudantes universitários, com recolha online entre junho e outubro.
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