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Provedora do bloco central foi indicada pelo PS e colaborou com governos do PSD

Nova Provedora de Justiça, professora catedrática, eleita à terceira tentativa com apoio de PS e PSD; sucede Maria Lúcia Amaral após carreira académica longa

Luísa Neto, provedora de Justiça
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  • A Câmara dos Deputados elegeu Luísa Neto como nova provedora de Justiça, na terceira tentativa, com 159 votos a favor, entre 218 votos válidos.
  • Luísa Neto sucede a Maria Lúcia Amaral na Provedoria de Justiça, cargo que ficou vago quando a antecessora passou a trabalhar no Ministério da Administração Interna.
  • A nova provedora tem 55 anos, é professora catedrática de Direito na Universidade do Porto e licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa.
  • O seu percurso inclui funções em dois Governos social-democratas, atuação nos Serviços Jurídicos do Banco de Portugal, prática como advogada e liderança na Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (2009-2016). Em 2022 foi nomeada presidente do Instituto Nacional de Administração (INA).
  • Não possui militância partidária e foi apoiada pelo Partido Social Democrata (PSD); o PS também fundamentou a escolha de Luísa Neto para o cargo.

Após a terceira tentativa, o Parlamento elegeu a nova provedora de Justiça. Luísa Neto, jurista, recolheu 159 votos a favor entre 218 deputados votantes. A designação ocorre após mudanças entre apoiantes dos dois grandes partidos do centro.

A nova provedora sucede a Maria Lúcia Amaral e assume funções na Provedoria de Justiça. Luísa Neto tem 55 anos, é professora catedrática e foi nomeada para o INA em 2022, pelo governo socialista.

Trajetória académica e profissional

Licenciada pela Faculdade de Direito de Lisboa e doutorada pela Universidade do Porto, iniciou a carreira em 1995 como assistente. Em 2024 tornou-se professora catedrática.

Ao longo da carreira, desempenhou funções sem militância partidária em dois governos do PSD. Assessorou Paulo Teixeira Pinto e José Pedro Aguiar-Branco, além de integrar os Serviços Jurídicos do Banco de Portugal.

Entre 2009 e 2016 integrou a direção da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima. Em 2022 foi nomeada presidente do INA pela ministra Alexandra Leitão (PS).

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