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Juros do aforro sobem para a taxa máxima

Certificados de Aforro devem chegar a 2,5% até ao início do outono, alinhando-se com a possível subida da taxa diretora do BCE; depósitos elevados podem competir

À taxa-base dos Certificados de Aforro acrescem prémios de permanência
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  • Os Certificados de Aforro deverão voltar a remunerar a taxa-base máxima permitida pela lei na série F, de 2,5%, entre o final do verão e o início do outono, segundo a Deco Proteste.
  • A Euribor, indexante da remuneração-base, poderá subir para além de 2,5% com a aproximação de uma eventual subida da taxa diretora do Banco Central Europeu (BCE).
  • Atualmente, a taxa de juro dos Certificados de Aforro está em 2,356%, a mais alta em mais de um ano; no entanto, o rendimento líquido é de cerca de 1,7% face à inflação, estimada em 3,1%.
  • A Deco Proteste aponta que existem depósitos com rendimentos superiores para montantes elevados, mas destacam vantagens dos Certificados de Aforro, como subscrição mínima baixa, reforços simples, resgate após três meses e capitalização trimestral dos juros.
  • No conjunto, as famílias têm 42,5 mil milhões de euros aplicados em certificados de aforro, enquanto os depósitos a prazo totalizam cerca de 203 mil milhões de euros.

Os Certificados de Aforro devem voltar a remunerar a taxa-base máxima permitida por lei na série F, fixada em 2,5%. Segundo António Ribeiro, analista da Deco Proteste, essa remuneração pode alcançar os 2,5% já depois do verão ou no início do outono, na sequência de uma possível subida das taxas diretores pelo BCE.

A Euribor, indexante da remuneração-base, tem curta perspetiva de subida, acompanhando a pressão inflacionista. O analista afirma que o BCE poderá reajustar a taxa diretora entre o fim do verão e o início do outono, influenciando a remuneração dos certificados.

Neste mês, a taxa atual situa-se nos 2,356%, o que representa a mais elevada desde há mais de um ano. Em termos líquidos, o rendimento fica em 1,7%, muito aquém da inflação de 2024, estimada pelo Banco de Portugal em 3,1%.

A Deco Proteste evidencia que perto de 40 depósitos remuneram mais do que os Certificados de Aforro, embora estes devam manter vantagens relevantes. Montantes elevados podem beneficiar de depósitos com rendimentos superiores, mas com menos flexibilidade.

  • O mínimo de subscrição é baixo (100 euros) e reforços começam em 10 euros, com resgate possível após três meses e capitalização trimestral dos juros. Ainda assim, alguns depósitos exigem montantes maiores e não permitem reforços, o que torna os certificados mais atrativos para quem procura flexibilidade.

Depósitos a prazo reúnem preferência

A remuneração dos certificados de aforro tem vindo a crescer há quatro meses consecutivos, num contexto em que as famílias detêm 42,5 mil milhões de euros nestes instrumentos. No entanto, os depósitos a prazo continuam a ser o produto mais utilizado, com aproximadamente 203 mil milhões de euros aplicados.

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