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Caos na correção dos exames nacionais do ensino secundário

Caos na classificação digital dos exames nacionais atrasa afixação de notas e a 2.ª fase, com professores sem conteúdos para corrigir e falhas técnicas em curso

Novo modelo digital de correção de exames está a dar problemas
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  • Quatro dias após o início da classificação digital, milhares de professores continuam sem itens para corrigir, colocando em risco a afixação de notas a 14 de julho e a 2.ª fase dos exames.
  • O movimento Missão Escola pública afirmou que, às 12h30 de sexta-feira, nenhum item digitalizado tinha chegado para correção, de forma a manter a classificação dos exames por iniciar.
  • O Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) reconheceu o atraso por dificuldades técnicas que estavam a ser resolvidas; o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) não respondeu aos pedidos de esclarecimento.
  • Filinto Lima, da Associação Nacional de Diretores, disse que vários diretores não receberam conteúdos para corrigir; apenas um diretor mencionou ter recebido itens, o que alimenta o receio de não cumprir o prazo de 14 de julho.
  • Em Lisboa, no Agrupamento de Santa Maria dos Olivais, credenciais chegaram por e-mail, mas o conteúdo dos exames não estava disponível; a Inspeção-Geral da Educação e Ciência aponta falhas na imagem de Português e o EduQA informou que reforçará os procedimentos de verificação.

O processo de classificação digital dos exames nacionais do ensino secundário enfrenta atrasos significativos, colocando em risco a afixação de notas a 14 de julho e a 2ª fase dos exames. Milhares de docentes ainda não receberam qualquer item digitalizado para corrigir, quatro dias após o arranque do novo método.

O movimento Missão Escola pública afirma que, na sexta-feira, ao meio-dia e 30, nenhum professor tinha acesso a material para corrigir, o que impede a iniciação da classificação de todos os exames. O EduQA reconheceu o atraso por dificuldades técnicas, assegurando que estavam a ser resolvidas, mas não comentou junto do CM nessa altura.

A prática de correção e as credenciais

Em Lisboa, no Agrupamento de Santa Maria dos Olivais, foram recebidas credenciais por email para aceder às respostas de Português e Economia, que permanecem sem conteúdo disponível na plataforma. O diretor Alberto Veronesi aponta que a situação pode agravar-se à medida que os prazos se aproximam.

Filinto Lima, da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, indicou que vários diretores, de várias regiões, não tinham recebido itens para corrigir. Um só diretor afirmou ter acesso a conteúdos, o que alimenta receios de que a data de divulgação das pautas possa não ser cumprida.

Contexto técnico e impactos

O MECI não respondeu às perguntas do CM, remetendo para o EduQA, que assumiu as dificuldades técnicas. Um relatório da Inspeção-Geral da Educação e Ciência revela que numa imagem de Português incluída num livro de exercícios houve uma escolha inadequada para alunos com daltonismo, já que a versão inicial não era adequada. O EduQA afirmou que reforçará os procedimentos de verificação para evitar falhas semelhantes.

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