- França está em aviso vermelho de onda de calor, com temperaturas acima de 40 graus Celsius em várias cidades e pelo menos 20 mortes por afogamento desde o fim de semana.
- O serviço meteorológico francês (Météo-France) alerta que as temperaturas devem permanecer elevadas até ao fim de semana, com a possibilidade de novas marcas recorde.
- Itália declara alerta vermelho em quinze cidades, incluindo Roma e Milão, com recomendações para refeições leves, ficar em locais frescos e ingerir água.
- Outros países da região, como Espanha, Portugal, Bélgica, Alemanha, Países Baixos, Reino Unido, Suíça, Áustria e Macedónia, enfrentam a onda de calor, que já é tema comum na Europa.
- A União Europeia indica que a Europa aquece mais rápido que a média global, aumentando riscos de saúde e incêndios; nos últimos quatro anos, mais de 200 mil mortes associadas ao calor ocorreram no continente.
A França e a Itália decretaram aviso vermelho de onda de calor, com temperaturas que podem superar recordes. Em França, o fim de semana deixou dezenas de mortes por afogamento, associadas ao calor extremo, em várias regiões.
Segundo a Meteo France, as temperaturas vão manter-se elevadas até ao fim de semana, com alertas de calor severo em vigor. O organismo avisa que novas temperaturas recorde podem ser atingidas, independentemente da época do ano.
A onda de calor é descrita como excecional pela instituição, que refere início antecipado do verão e duração ainda incerta. A comparação é feita com a vaga de calor de agosto de 2003, que causou milhares de mortes.
Roma e Milão sob alerta vermelho
O Ministério da Saúde italiano confirmou alerta vermelho para 15 cidades, incluindo Roma e Milão, com recomendações para refeições leves, permanência em locais arrefecidos e hidratação adequada.
Apenas a França já reporta um aumento significativo de óbitos por afogamento desde o fim de semana, num cenário de temperaturas acima de 40 °C em várias regiões. Outros países europeus também estão fortemente afetados pelas altas temperaturas.
A União Europeia (UE) e a Organização Mundial de Saúde salientam que a Europa aquece mais rapidamente que a média global, aumentando riscos de saúde e incêndios florestais, especialmente no sudeste do continente.
A agência Copernicus aponta que, desde os anos 80, o aquecimento regional tem sido duas vezes superior à média global, contribuindo para maior sofregimento do calor e secas prolongadas.
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