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Festival de Veneza anuncia júri de 2026 com Maggie Gyllenhaal na presidência

Maggie Gyllenhaal preside o júri internacional da 83.ª edição de Veneza; painel diversificado inclui To, Ben Hania, Sadat, Giannoli, Blumberg e Casetti

Da esquerda para a direita: Kaouther Ben Hania, Maggie Gyllenhaal e Johnnie To
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  • Maggie Gyllenhaal será presidenta do júri internacional da competição na 83.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza (2 a 12 de setembro).
  • O júri principal inclui Johnnie To, Kaouther Ben Hania, Shahrbanoo Sadat, Xavier Giannoli, Daniel Blumberg e Francesco Casetti (professor de Humanidades e Estudos de Cinema em Yale).
  • O painel mistura realizadores, cineastas e um compositor, destacando um júri eclético apesar de não ser o mais estrelado de Veneza.
  • Gyllenhaal tornou-se a terceira mulher a presidir o júri do Lido nos últimos cinco anos, após Isabelle Huppert, Julianne Moore e Cate Blanchett.
  • A programação do festival será anunciada a 23 de julho.

O Festival Internacional de Cinema de Veneza anunciou a composição do júri da edição de 2026, cuja presidência ficará a cargo da realizadora, atriz, argumentista e produtora norte-americana Maggie Gyllenhaal. O evento ocorre na 83.ª edição, entre 2 e 12 de setembro, no Lido di Venezia, em Itália.

Ao lado de Gyllenhaal no júri principal vão Johnnie To, realizador de Hong Kong; Kaouther Ben Hania, cineasta tunisina; Shahrbanoo Sadat, realizadora afegã; Xavier Giannoli, cineasta e argumentista francês; Daniel Blumberg, compositor britânico, e Francesco Casetti, professor de Humanidades e Estudos de Cinema em Yale.

O alinhamento reúne nomes com historial associativo ao festival, ainda que não seja considerado dos mais estrelados de Veneza. To já teve quatro filmes exibidos no Lido: Throw Down, Exiled, Mad Detective e Life Without Principle. Giannoli concorreu três vezes ao Leão de Ouro na última década, com Superstar, Marguerite e Lost Illusions.

Ben Hania já participou recentemente de Veneza, com The Voice of Hind Rajab, exibido com grande entusiasmo e premiado com o Leão de Prata. O filme integrou a lista dos melhores de 2025 segundo a Euronews Culture. A crítica destaca o impacto emocional e temático da obra, que aborda consequências de ações históricas e políticas.

A seleção do júri de Veneza tem, assim, uma mistura entre cinema de autor, documentário e ficção, com foco na experiência e na diversidade de perspetivas. A partir desta composição, o júri ficará responsável pela atribuição dos principais prémios da competição.

Gyllenhaal torna-se a terceira mulher a presidir o júri do festival nos últimos cinco anos, reforçando a tendência de liderança feminina na estrutura da mostra. A atriz destacou que Veneza valoriza vozes autênticas e que pretende manter essa tradição de coragem na programação.

O Festival de Veneza é o mais antigo do mundo e integra a Bienal de Veneza. A edição de 2026 está marcada para se realizar de 2 a 12 de setembro, com a programação completa a ser revelada a 23 de julho.

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