- Uma sondagem da Best for Britain mostra que 53% dos britânicos querem o Reino Unido de volta à União Europeia, com cerca de 37% a apoiar fortemente essa opção.
- A saída de Keir Starmer como primeiro-ministro, o sexto desde o referendo de 23 de junho de 2016, marca mais uma fase de turbulência política no país.
- O movimento Remain/Rejoin ganha força, com passos concretos, incluindo o regresso do Reino Unido ao programa Erasmus+ em 2027.
- Cientistas britânicos voltarão a participar no programa Copernicus e podem candidatar-se a financiamentos via Horizonte Europa.
- Em sondagens da YouGov, o Reform Party lidera com 24%, enquanto os Trabalhistas e Conservadores ficam quase empatados, com cerca de 19% cada.
O primeiro-ministro britânico Sir Keir Starmer anunciou a demissão, numa altura em que o país se prepara para novas eleições. Em paralelo, uma sondagem indica que 53% dos britânicos desejam o regresso do Reino Unido à União Europeia, frente a 47% que prefere manter a opção de saída. A pesquisa é da Best for Britain, na sequência de dez anos de Brexit.
A sondagem mostra também que 23% dos que votaram pela saída mudaram de opinião. O resultado contrasta com o cenário de 2016, quando 52% votaram pela saída. A mudança de sentimento surge num contexto de turbulência política e de incerteza institucional.
Passos concretos para uma aproximação
O Reino Unido prepara o retorno ao programa Erasmus+ em 2027, mantendo o foco na cooperação estudantil com a UE. Além disso, cientistas britânicos devem reentrar no programa Copernicus de observação da Terra e podem candidatar-se ao Horizonte Europa para financiamento.
Cenário político e perspetivas eleitorais
No eixo político, o partido Reform lidera as sondagens com cerca de 24%, enquanto Trabalhistas e Conservadores surgem praticamente empatados, com aproximadamente 19% cada um. A equação pode depender do que ocorrer geopolíticamente e de quem ocupará o posto de primeiro-ministro.
Anand Menon, diretor de UK in a Changing Europe, indica que o futuro depende de desenvolvimentos externos e da reaproximação com a UE, bem como de quem vencerá as próximas eleições. A mudança de rumo pode, contudo, levar tempo a consolidar-se.
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