- A DGArtes abriu o processo de candidaturas para representar Portugal na 20.ª Exposição Internacional de Arquitectura da Bienal de Veneza, em 2027, com o tema Do Architecture – For the Possibility of Coexistence Facing a Real Reality.
- A primeira fase admite propostas artísticas e curatoriais inéditas na área da arquitetura, seguidas de uma seleção prévia de três projetos para a fase final do concurso limitado.
- Podem candidatar-se entidades individuais ou colectivas com domicílio fiscal em Portugal; é permitida apenas uma proposta por candidato.
- O júri inclui Andreia Garcia, Álvaro Domingues, João Gomes da Silva, Mariana Pestana e Tânia Teixeira, com apoio de Sofia Isidoro; suplentes são Catarina Raposo e Raquel Monteiro.
- O prazo para candidaturas é de 30 dias após a publicação do aviso; após a seleção das três finalistas, haverá uma segunda fase para desenvolver o projeto vencedor. Portugal participou em 2025 com o projecto Paraíso.
A Direção-Geral das Artes (DGArtes) abriu o período de entrega de propostas para representar Portugal na 20.ª Exposição Internacional de Arquitectura da Bienal de Veneza, marcada para 2027. O tema é Do Architecture – For the Possibility of Coexistence Facing a Real Reality, concebido pelos curadores gerais Wang Shu e Lu Wenyu. As candidaturas devem responder também ao espaço do Pavilhão de Portugal.
O aviso, publicado no Diário da República, revela que a primeira fase é de candidaturas abertas, com propostas artísticas e curatoriais inéditas na área da arquitectura. Seguirá uma seleção prévia de três projectos que avançam para o concurso limitado.
Podem candidatar-se entidades, individuais ou coletivas, de qualquer nacionalidade, desde que tenham domicílio fiscal em Portugal. Aceita-se apenas uma proposta por candidato e a avaliação baseia-se em mérito curatorial, qualidade conceitual, coerência com a solução expositiva, originalidade, exequibilidade e projeção internacional.
Processo de candidatura e avaliação
As propostas devem ser enviadas à DGArtes no prazo de 30 dias após a publicação do aviso. Devem incluir uma proposta artística e curatorial, currículo abreviado da equipa e imagens representativas do projecto. A primeira fase será conduzida por um grupo de trabalho com especialistas em arquitectura, curadoria, investigação e paisagismo.
O júri principal é composto pela arquitecta e curadora Andreia Garcia, pelo geógrafo Álvaro Domingues, pelo arquitecto paisagista João Gomes da Silva, pela arquitecta Mariana Pestana e pela arquitecta-investigadora Tânia Teixeira. Complementa a equipa a técnica superior Sofia Isidoro da DGArtes, com funções de apoio processual. Suplentes são Catarina Raposo e Raquel Monteiro.
Critérios e contexto da Bienal
Além do currículo dos candidatos, contam os enquadramentos conceptuais definidos pelos curadores da Bienal de Veneza 2027, Wang Shu e Lu Wenyu. A edição ocorrerá entre 8 de maio e 21 de novembro de 2027, promovendo uma reflexão sobre o papel da arquitectura em contextos de transformações sociais, ambientais e urbanas.
Após a seleção das três propostas finalistas, os candidatos serão convidados a desenvolver os projectos em detalhe, num segunda fase que culminará com a escolha da representação oficial de Portugal em Veneza. Em 2025, Portugal esteve representado pelo projecto Paraíso. Hoje, dos arquitectos Paula Melâneo, Pedro Bandeira e Luca Martinucci, e dos curadores Catarina Raposo e Nuno Cera.
Contexto internacional e próximos passos
A Bienal de Veneza de Arquitectura mantém-se entre as principais plataformas globais para a apresentação e debate de arquitectura contemporânea. O processo em Portugal envolve a DGArtes, especialistas nacionais e um júri multidisciplinar para assegurar uma candidatura robusta e alinhada com o espaço do Pavilhão de Portugal.
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