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Academia Portuguesa de Cinema critica demolição do antigo Cinema Paris

Academia Portuguesa de Cinema critica a demolição do antigo Cinema Paris e reclama uma estratégia nacional para preservar cinemas de rua e de proximidade

O edifício estava muito degradado
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  • A Câmara Municipal de Lisboa aprovou a demolição do antigo Cinema Paris, na Estrela, para construir um edifício com 19 fogos de habitação.
  • A demolição baseia-se em pareceres de entidades competentes, destacando a Inspecção-Geral das Actividades Culturais, que em 2019 emitiu parecer favorável à desafetação do uso de equipamento.
  • A Academia Portuguesa de Cinema criticou a decisão e pediu uma estratégia nacional para os cinemas de proximidade.
  • A academia afirma que a decisão revela uma ausência de visão estratégica sobre o papel dos cinemas de rua na vida cultural das comunidades e no desenvolvimento do setor cinematográfico nacional.
  • O antigo cinema, inaugurado em 1931, encerrou em 1985 e está devoluto há mais de quatro décadas; em Lisboa continua a haver salas com programação regular, como o Cinema Ideal, o Cinema Nimas, o City Alvalade e a Sala Fernando Lopes (Universidade Lusófona).

O Município de Lisboa aprovou, na última semana, a demolição do antigo Cinema Paris, localizado na Estrela, para avançar com a construção de um novo edifício com 19 fogos de habitação. A decisão resulta de pareceres de entidades competentes, entre as quais a Inspeção-Geral das Actividades Culturais.

O espaço permanece devoluto desde 1985, ano em que encerrou, e pertence à Sociedade Geral de Cinema. O prédio está descrito como estando em avançado estado de degradação, justificando a intervenção urbanística prevista pela Câmara Municipal de Lisboa.

A demolição é justificada por pareceres oficiais, com referência à necessidade de requalificação do espaço urbano na área. A autarquia alega que a operação se insere na estratégia de dinamizar a zona e criar habitação.

Posição da Academia Portuguesa de Cinema

A Academia criticou a decisão eleitoral, chamando a atenção para a ausência de uma estratégia nacional para os cinemas de proximidade. Em comunicado, a instituição alerta para o impacto na divulgação de cinema nacional e na formação de novos públicos.

Segundo a Academia, uma rede de cinemas de rua é vital para a sustentabilidade do setor audiovisual português, permitindo diversidade de programação e acesso aos filmes nacionais.

A instituição sublinha que a redução de espaços dedicados à programação diversificada pode comprometer a presença de filmes nacionais nos circuitos mais locais e periféricos.

Contexto de salas de cinema em Lisboa

Lisboa mantém, ainda hoje, salas com exibição regular além dos centros comerciais. O Cinema Ideal, o Cinema Nimas e o City Alvalade são exemplos de espaços que recebem programação diária acessível ao público. A Sala Fernando Lopes funciona na Universidade Lusófona.

A demolição do Cinema Paris é parte de uma tendência de requalificação urbana que envolve património histórico e oferta cultural local. A decisão tem gerado debate sobre preservação, acessibilidade cultural e dinamização turística da cidade.

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