- Arqueólogos, durante obras de construção em Paderborn, na Renânia do Norte-Vestfália, descobriram um caderno de notas numa latrina medieval.
- O objeto tem 10 por 7,5 centímetros, data entre os séculos XIII e XIV e é feito de tábuas de madeira revestidas a cera, protegidas por capa de couro com relevos de lírios.
- O caderno tem dez páginas; oito estão escritas em latim, provavelmente por uma única pessoa, e o texto está em latim.
- Restos de seda encontrados sugerem que o local era usado por cidadãos abastados e mercadores, que podiam ler e escrever na época.
- A preservação deve-se ao ambiente húmido e sem oxigénio da latrina; as análises de materiais e a conservação devem durar cerca de um ano, com decifragem do conteúdo prometida após as perícias.
As escavações associadas à construção de um novo edifício administrativo em Paderborn, na Renânia do Norte-Vestfália, identificaram um caderno de notas único numa das latrinas medievais desenterradas. O achado ocorreu sob a supervisão do Landschaftsverband Westfalen-Lippe (LWL). O objeto data de cerca de 700 a 800 anos.
O caderno mede 10 por 7,5 centímetros e é feito de tábuas de madeira revestidas a cera, protegidas por uma capa de couro com relevos de lírios. O texto, escrito em latim, ocupa dez páginas, com oito delas escritas em ambas as faces, provávelmente por uma única pessoa.
Provavelmente utilizado para rascunhos de notas, o caderno permitia riscar na cera com um estilete e apagar depois. A preservação é atribuída ao ambiente húmido e hermético da latrina, que impediu a decomposição dos materiais orgânicos.
Detalhes da preservação e contexto histórico
As ligações entre o peso social e o uso da latrina aparecem em restos de tecido de seda, que poderão ter funcionado como papel higiénico. A conservação começou a revelar o objecto apenas durante a limpeza no atelier de restauro em Münster, após séculos enterrado.
As páginas interiores aparecem comprimidas, mas a escrita permanece legível. A equipa de restauro estima que os trabalhos de conservação se prolonguem até um ano. Atualmente, analisam-se cera, resinas, pigmentos e tipos de madeira usados nas tábuas.
Os investigadores pretendem decifrar o conteúdo das notas após concluírem as análises dos materiais. A notícia mantém o foco na preservação científica e no contexto histórico da cidade de Paderborn no período medieval.
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