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Durão Barroso analisa o futuro da guerra na Ucrânia

Durão Barroso sustenta que Putin exagera no poder; defende estar ao lado da Ucrânia, ante um impasse que pode exigir esgotamento de ambas as partes

Barroso foi o curador da 2.ª Conferência do NOW, que reuniu destacadas figuras mundiais
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  • Durão Barroso, em entrevista ao Europa Viva, afirma que Putin exagera no poder e que é necessário estar claramente do lado da Ucrânia.
  • Diz que Putin mentiu quando invadiu a Crimeia em 2014 e que, na forma como a guerra na Ucrânia evolui, a solução dependerá do esgotamento de uma ou das duas partes.
  • Acha improvável que Putin abdique do Donbass e da Crimeia, e também que a Ucrânia ceda parte do território; considera que na diplomacia tudo é possível.
  • Descreve o poder de Putin como uma “síndrome de hubris”, com poder limitado apesar de ter viajar 25 vezes para encontrar o líder russo.
  • Aborda o Médio Oriente com ceticismo face a um cessar-fogo e menciona o debate sobre o estreito de Ormuz; comenta a conferência NOW em que moderou um debate com Theresa May e José María Aznar, destacando o desafio Europa-EUA.

Durão Barroso, antigo presidente da Comissão Europeia, considera que Vladimir Putin exagera no poder que detém. Em entrevista ao Europa Viva, o ex-líder defende que é essencial ficar do lado da Ucrânia e não confiar plenamente no líder russo.

Barroso recorda que Putin já mentiu ao invadir a Crimeia em 2014, e avisa que a resolução do conflito não será rápida. A suposta solução dependerá do esgotamento de uma ou de ambas as partes, sem abdicar de análise crítica sobre o território ucraniano.

O ex-presidente da CE relembra ainda que o poder de Moscovo é limitado, descrevendo-o como uma Síndrome de Húbris que combina arrogância e pouca empatia. A análise surge num momento de impasse após várias tentativas de cessar-fogo.

A falar em diplomacia, Barroso admite que tudo é possível, embora a situação represente um jogo de soma negativa para a Ucrânia. Mantém a posição de que a Europa deve apoiar a Ucrânia de forma firme e direta.

Antes de chegar a esta leitura sobre o conflito, Barroso reuniu-se 25 vezes com Putin ao longo do mandato na CE. A entrevista aborda também o Médio Oriente e a diplomacia global em curso.

Panorama internacional e certezas estratégicas

Barroso manifesta ceticismo sobre um cessar-fogo no Médio Oriente, por não resolver as questões de fundo entre os países envolvidos. O debate destaca a importância do estreito de Ormuz como tema emergente na agenda regional.

No contexto europeu, Barroso moderou uma conferência em que participaram ex-líderes europeus, incluindo Theresa May e José María Aznar. O tema central foi a relação Europa-EUA nos próximos meses e os seus impactos.

O comissário europeu para a Defesa e Espaço, Andrius Kubilius, sublinha que o desafio maior recai na cooperação com os EUA. A disponibilidade do compromisso americano é apontada como decisiva para a aliança mediterrânica.

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