- Braga encerrou, em 2025, a programação da Capital Portuguesa da Cultura com mais de mil e trezentas atividades e quase 1,5 milhões de espetadores, segundo dados oficiais.
- Nuno Gouveia, novo administrador da Faz Cultura, diz que Braga 25 foi apenas um ponto de partida para a forma de viver a cultura na cidade e para a relação entre poderes públicos, agentes culturais e comunidade.
- A cidade manterá o orçamento de 2025 para a maioria dos projetos, com exceção das verbas extraordinárias do Governo, visando manter a aposta em Braga enquanto polo cultural nacional e internacional.
- Mantêm-se projetos de continuidade como o Festival Extremo (18 de julho), o Festival Square (janeiro de 2027) e ações como Supracasa, Clube Raiz e Forma da Vizinhança.
- Investimentos em infraestrutura incluem a reabilitação do Cineteatro São Geraldo para um centro de Media Artes (~14 milhões de euros) e a musealização da Ínsula das Carvalheiras e do Teatro Romano, com cooperação regional no contexto do Pentágono cultural.
Braga não pretende reentrar apenas no mapa da cultura; para Nuno Gouveia, administrador da Faz Cultura, a cidade vê a Braga 25 como ponto de partida para uma programação mais diversa e com alcance internacional. O objetivo é manter o mesmo empenho público-privado que marcou o marco, agora assegurado num ano de continuidade.
No conjunto de dados oficiais, Braga encerrou 2025 com mais de 1300 atividades promovidas por coletividades e cidadãos, alcançando quase 1,5 milhões de espectadores. O legado da Capital Portuguesa da Cultura está agora em livro, que reúne testemunhos e analisa o impacto para futuras decisões.
A transição para 2026 manteve o orçamento da cidade idêntico ao de 2025, salvo as verbas extraordinárias do Governo. A estratégia passa por posicionar Braga como força cultural tanto a nível nacional como internacional, sem abandonar a rede de parceiros locais.
Para Gouveia, a Braga 25 não foi um fim, mas sim uma alavanca para integrar projetos que já nasceram durante esse período. Entre eles sobressaem o Festival Extremo, o Festival Square e iniciativas de criação como Supracasa, Clube Raiz e Forma da Vizinhança.
A equipa direta da Capital manteve-se na estrutura municipal, facilitando uma transição suave para uma fase de programação mais estável. A continuidade é encarada como oportunidade para ampliar o acesso à cultura e diversificar a oferta para diversos públicos.
A reflexão sobre o processo de candidatura à Capital Europeia da Cultura 2027 também aproxima Braga de um diagnóstico da rede cultural. O exercício permitiu identificar tendências, lacunas e potenciais, moldando um mapa estratégico para o futuro.
Nuno Gouveia, que assumiu a administração da Faz Cultura após acompanhar de perto a gestão anterior, defende uma abordagem de cooperação entre entidades públicas e agentes culturais. A interligação é vista como chave para uma rede cultural sustentável.
A aposta de infra-estruturas surge como resposta ao crescimento populacional da cidade. Além da inauguração do Muzeu, investimento privado, o município planeia reabilitar o Cineteatro São Geraldo num centro de Media Artes, num projeto de cerca de 14 milhões de euros.
Outras ações previstas incluem a musealização da Ínsula das Carvalheiras e do Teatro Romano, bem como intervenções no Museu da Imagem e na Casa dos Crivos. Estes passos pretendem ampliar o leque de espaços culturais acessíveis.
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