- O primeiro-ministro Keir Starmer felicitou Andy Burnham pela vitória em Makerfield, mas recusou demitir-se e indicou que pode concorrer a uma liderança interna caso haja eleições no Partido Trabalhista.
- Burnham venceu com cinquenta e cinco por cento dos votos (24.927), frente a trinta e cinco por cento (15.696) de Robert Kenyon, do Partido Reformista.
- Starmer afirmou que não há disputa pela liderança no momento, pedindo unidade no partido para a campanha ao novo Presidente da Câmara de Manchester, cargo que Burnham deixa ao ir para o parlamento.
- Em discurso, Burnham disse que o resultado pode ser um ponto de viragem na política britânica e pediu ao partido que ouça a mensagem das portas que visitou.
- A liderança do Labour exige apoio de setenta e um colegas deputados (neste caso, 81) e de 5 por cento das concelhias ou de entidades afiliadas; há nomes já sondados para possíveis candidaturas, incluindo Wes Streeting e Ed Miliband.
Keir Starmer respondeu à vitória de Andy Burnham na eleição parcial de Makerfield, no noroeste de Inglaterra, mantendo a sua posição de líder do Labour e rejeitando abandonar o cargo. O primeiro-ministro afirmou que vai avaliar o resultado e continuar a liderar o partido, enquanto enfrenta pressões internas para deixar o lugar.
Burnham ganhou de forma clara a corrida para deputado na circunscrição de Makerfield, com 55% dos votos. O candidato do Partido Reformista ficou em segundo com 35%. A votação ocorreu numa altura de agitação política no Reino Unido, com o Labour a procurar consolidar apoio após recentes resultados.
Starmer disse aos jornalistas, em Londres, que ainda não contactou Burnham diretamente, mas que o fará em breve para felicitar o novo deputado. O chefe do Governo sublinhou que o resultado demonstra um recuo do que designou como apoio ao populismo anti-imigração do Partido Reformista.
Apesar de a vitória de Burnham ser reiterada, Starmer rejeitou que exista uma disputa pela liderança neste momento. Afirmou que não acredita ser benéfico mergulhar o país em caos e apelou à unidade do Labour para a campanha de próximas eleições internas.
Burnham indicou que pretende manter o foco na representação de Makerfield e anunciou estar preparado para avançar com uma possível candidatura à liderança, se assim for necessário. O político informou que vai agir de forma responsável para definir o caminho do partido.
Ouvidos na imprensa, representantes de Wes Streeting e outros possíveis candidatos à liderança são‑se referidos como próximos a entrar na corrida, caso haja uma eleição interna. A possibilidade depende do apoio de deputados do Labour e de entidades afiliadas, como sindicatos.
Para desencadear uma eleição interna, os candidatos têm de ser deputados e obter apoio de 81 colegas, além de 5% das concelhias e de entidades afiliadas. O novo líder poderá assumir o cargo de primeiro-ministro sem novas eleições, caso mantenha a maioria parlamentar do Labour.
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