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Ex-primeiro-ministro espanhol afirma inocência após audiência

Zapatero afirma ser "completamente inocente" após audição de três horas; investiga-se tráfico de influências, branqueamento de capitais e possíveis medidas cautelares

Ministério Público pediu para ser retirado o passaporte ao ex-primeiro-ministro
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  • O ex-primeiro-ministro José Luís Zapatero disse ser “completamente inocente” após três horas de depoimento perante a Audiência Nacional de Espanha, no processo de tráfico de influências e branqueamento de capitais.
  • O Ministério Público pediu medidas cautelares, incluindo a retirada do passaporte, proibição de sair de Espanha e apresentação quinzenal às autoridades.
  • A investigação aponta para uma possível estrutura de tráfico de influências para beneficiar a empresa Plus Ultra, com uso de entidades e documentação simulada para lavar dinheiro; foram encontradas joias no valor de 1,3 milhões de euros num cofre.
  • O caso está ligado ao resgate de Plus Ultra em 2021, de 53 milhões de euros, através de um empréstimo do Governo espanhol, numa operação que tinha o objetivo de salvar empresas estratégicas durante a pandemia; a Plus Ultra tem ligações à Venezuela.
  • Zapatero foi notificado a 18 de maio e, no final da declaração, saiu em carro privado, sem ficar sob detenção; o juiz ainda não decidiu sobre as medidas cautelares pedidas pelas autoridades e acusadores.

José Luís Zapatero, ex-primeiro-ministro espanhol, afirmou estar totalmente inocente após cerca de três horas de declarações perante um juiz da Audiência Nacional. O caso envolve tráfico de influências e branqueamento de capitais, com o político a assegurar que apresentou documentos que comprovam a sua inocência.

O antigo líder do PSOE foi ouvido no âmbito de uma investigação que também envolve possíveis medidas cautelares solicitadas pelo Ministério Público, incluindo restrições de saída do país. Fontes próximas do processo indicam que o procurador pediu a suspensão do passaporte e a comparência regular às autoridades.

Zapatero foi notificado do caso em maio, quando o inquérito foi alargado a suspeitas de fraude fiscal e contrabando, associadas a buscas no seu escritório. O Ministério Público investiga a possível liderança de uma estrutura de tráfico de influências para favorecer a Plus Ultra.

O processo tem como objetivo apurar ligações entre a aeroempresa Plus Ultra e entidades públicas, com alegadas intermediações para obtenção de benefícios económicos. A investigação também envolve uso de empresas e documentação simulada para ocultar procedência de verbas.

A Plus Ultra recebeu, em 2021, um resgate financeiro de 53 milhões de euros pelo Governo espanhol, num contexto de apoio a empresas estratégicas durante a pandemia. O caso está ligado ao período de resgate de setores afetados pela crise.

O juiz responsável pela instrução ainda não decidiu sobre as medidas cautelares, e não foi confirmado se Zapatero ficará sob vigilância ou saída proibida do país. O ex-primeiro-ministro saiu da Audiência Nacional em carro privado, sem retenção.

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