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Decisão judicial sobre jovem acusado de incitar massacres no Brasil é adiada

Julgamento de Miguel Ângelo, 'Mikazz', adiado; MP acusa incitar menor a massacre em Sapopemba e ligações a pornografia de menores

Jovem enfrenta julgamento por incitar massacres e acusações de pornografia infantil
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  • A decisão judicial sobre o jovem acusado de incitar massacres no Brasil voltou a ser adiada, desta quarta-feira, no Tribunal de Santa Maria da Feira.
  • O Ministério Público afirma que Miguel Ângelo, conhecido como “Mikazz”, incitou um menor de 16 anos a praticar um massacre numa escola de Sapopemba, São Paulo, em outubro de dois mil e vinte e três, que resultou na morte de Giovanna Bezerra.
  • Segundo o MP, o ataque foi planeado juntamente com dois outros ataques a escolas e a morte de um sem-abrigo, que não chegaram a ocorrer.
  • Miguel Ângelo tinha 17 anos na altura dos factos e passava muito tempo no computador na casa da mãe, em Santa Maria da Feira; no grupo The Kiss do Discord, havia apelos ao ódio, discurso racista e incentivos à automutilação e violência contra animais.
  • O julgamento decorre em segredo de justiça, com Miguel Ângelo ainda acusado de quatrocentos e setenta e quatro crimes de pornografia de menores (duzentos e vinte e quatro de natureza agravada).

Volta a adiar-se, pela quarta vez, a decisão judicial sobre o jovem acusado de incitar massacres no Brasil. O caso decorre no Tribunal de Santa Maria da Feira, em Portugal, e envolve Miguel Ângelo, conhecido como Mikazz. A nova interrupção ocorreu numa quarta-feira, sem indicação de novo prazo.

Segundo o Ministério Público, Miguel Ângelo incitou um menor de 16 anos a cometer, em outubro de 2023, um massacre numa escola em Sapopemba, São Paulo. O ataque resultou na morte de Giovanna Bezerra e ficou registrado como um dos vários incidentes de violência associados ao caso.

O julgamento tem sido realizado à porta fechada, visto que o jovem também responde a 224 crimes de pornografia de menores, dos quais 223 são agravados. A defesa e o MP mantêm posições diferenciadas sobre aspectos do processo, sem divulgação de detalhes ao público.

Miguel tinha 17 anos na altura dos crimes. O réu passava longos períodos no computador na casa da mãe, em Santa Maria da Feira, e o grupo no Discord The Kiss constava de mensagens com discurso de ódio, racismo e incentivos a automutilação e violência contra animais.

Situação processual e contexto

O Ministério Público sustenta que o alegado envolvimento em múltiplos crimes graves justificaria a continuidade do prazo de decisão judicial. Não foram divulgados novos elementos sobre a motivação dos crimes ou sobre eventuais testemunhas.

As informações disponíveis indicam ainda que o objetivo da audiência é definir medidas aplicáveis ao jovem, caso haja condenação, bem como esclarecer a extensão das acusações relacionadas com conteúdos de natureza sexual de menores. O tribunal não divulgou datas alternativas para a resolução do caso.

A defesa, por seu lado, não confirmou detalhes adicionais, mantendo o sigilo processual. O processo segue para apreciação das autoridades competentes, com o objetivo de esclarecer os factos, responsabilidades e eventuais infrações associadas aos crimes imputados.

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