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Mergulhadores gravam primeiro tubarão-branco no Mediterrâneo e enfrentam ameaça

Mergulhadores filmam o primeiro tubarão-branco no Mediterrâneo, encontro inédito que mostra o impacto das redes fantasma na vida marinha e a urgência de remoção

Ilustração composta: tubarão-branco e redes fantasma, estreito da Sicília
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  • Mergulhadores voluntários removeram redes fantasma de um naufrágio no Mediterrâneo, entre a sicília e a tunísia, a cerca de quarenta metros de profundidade.
  • Durante a operação, conseguiram filmar o que se acredita serem as primeiras imagens de um tubarão-branco adulto no Mediterrâneo, no seu habitat natural.
  • Biólogos marinhos consideraram o avistamento muito invulgar e de grande valor científico para perceber a distribuição e o comportamento da espécie em perigo crítico de extinção.
  • As redes fantasma continuam a ser um perigo significativo: entre um e dez por cento de todas as artes de pesca se perdem anualmente, o que pode equivaler a mais de meio milhão de toneladas por ano.
  • Os mergulhadores dizem que a limpeza voluntária não basta; pedem ações contra a pesca ilegal e a indústria de pesca em grande escala, com mais monitorização ambiental e futuras análises.

No Mediterrâneo, mergulhadores voluntários encontraram um tubarão-branco pela primeira vez em ambiente natural, filmando-o no seu habitat. A expedição partiu para limpar um naufrágio envolto em redes fantasma, entre a Sicília e a Tunísia, a cerca de 40 metros de profundidade.

A missão foi organizada pela Healthy Seas, em parceria com a Ghost Diving e a Society for Documentation of Submerged Sites (SDSS). Ao recolherem redes abandonadas, os mergulhadores registaram o animal, que circulou junto ao grupo antes de se afastar para as águas abertas.

Este encontro é considerado inédito pela comunidade científica. Biólogos marinhos destacam o valor do registo para entender a distribuição, hábitos e comportamento do tubarão-branco no Mediterrâneo, espécie classificada como em perigo crítico de extinção.

Redesenho de um problema antigo

No local, o naufrágio abriga redes fantasma que permanecem ativas, capturando fauna marinha. Além de capturas acidentais, há resíduos que persistem, com impactos no ecossistema ao redor do naufrágio e no dia a dia das espécies.

As redes recuperadas serão usadas para remoção segura ou recicladas quando possível. Estimativas indicam que entre 1% e 10% de todas as artes de pesca se perdem anualmente, o que corresponde a centenas de milhares de toneladas globalmente.

Este episódio serviu como lembrete da amplitude do problema das redes fantasma e da necessidade de ações de prevenção. Além da remoção direta, o projeto defende medidas para combater pesca ilegal e reduzir a pesca industrial em larga escala.

A operação juntou técnicas de remoção, recolha de ADN ambiental e monitorização subaquática para entender melhor a fauna ao redor do naufrágio. Novas análises e imagens estão previstas para os próximos meses, juntamente com divulgação de material científico.

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