- Em 28 de maio de 2018, na Urbanização Colinas do Cruzeiro, em Odivelas, um menor de 14 anos aproximou-se de um terraço depois de um jogo de futebol.
- A mulher do inspetor Luís Robalo viu a cabeça do adolescente sobre a vedação; o inspetor lançou-se à procura da arma de serviço e efetuou disparos.
- O menor foi atingido pelos tiros; o caso seguiu para julgamento no tribunal de Loures no final de janeiro deste ano, com o Ministério Público a acusar o inspetor de ofensas à integridade física.
- O inspetor assumiu os disparos e pediu desculpas à vítima durante a primeira sessão de julgamento; o processo continua em curso.
- Entre 2018 e 2020, Luís Robalo foi elogiado num louvor datado de 21 de junho de 2024 e, no ano anterior, foi promovido a inspetor-chefe.
O inspetor da Polícia Judiciária Luís Robalo é acusado de disparar contra um menor de 14 anos numa ocorrência ocorrida na noite de 28 de maio de 2018, na Urbanização Colinas do Cruzeiro, em Odivelas. O jovem Ivan Santos espreitava para o terraço de uma residência local quando foi baleado.
Segundo a acusação, o menor, depois de ouvir entrarem-se pelo local, subiu a uma caixa de eletricidade para ver para o interior do terraço. A mulher do inspetor viu a cabeça do rapaz acima da vedação e gritou, momento em que Robalo surgiu e disparou após buscar a arma no carro.
Os jovens fugiram de imediato e o incidente seguiu para o curso de um processo. O caso começou a ser julgado apenas no final de janeiro deste ano, no Tribunal de Loures, com o Ministério Público a acusar o inspetor de ofensas à integridade física.
No decorrer do processo, Robalo admitiu os disparos e pediu desculpa à vítima durante a primeira sessão de julgamento. O Ministério Público mantém a acusação e o julgamento continua para apurar responsabilidades.
Desde o episódio, o inspetor já recebeu um louvor, datado de 21 de junho de 2024, por atividades na investigação de crimes patrimoniais complexos entre 2018 e 2020. Em abril do ano passado, Robalo foi promovido a inspetor-chefe, antes do início do processo.
O andamento processual segue em tribunal, com debates sobre a legitimidade dos disparos e as suas consequências para a vítima. O resultado final ainda não é conhecido.
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