- No dia 10 de junho, o Presidente da República proferiu o discurso em Angra do Heroísmo, Açores, junto à base das Lajes.
- Defendeu uma relação de equilíbrio com os aliados, baseada na cooperação e no respeito mútuo, sem abdicar da autonomia de decisão de Portugal.
- Valoriza a NATO e os aliados ocidentais, mas afirmou que a autonomia não implica dependência automática nem isolamento.
- Reforçou a importância dos Açores como ponto estratégico entre a Europa e a América do Norte e a posição de Portugal no Atlântico.
- Apelou a governantes para coragem de escolhas difíceis, sem populismo, e a políticas que atraiam talento e impeçam a fuga de jovens.
O Presidente da República, António José Seguro, criou o tom do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas ao defender uma relação de equilíbrio com os aliados, sem abrir mão da autonomia de decisão. O discurso ocorreu no mesmo dia das celebrações oficiais, 10 de junho.
As cerimónias aconteceram em Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, Açores, junto à Base Aérea nº 4 de Lajes, um ponto estratégico para a passagem de forças internacionais pelo Atlântico. Seguro enfatizou a cooperação com aliados, com base no respeito mútuo e no cumprimento de compromissos internacionais, mantendo a soberania nacional.
Relação com os aliados
O chefe de Estado realçou a importância da NATO e dos parceiros ocidentais, evitando qualquer ideia de dependência automática. Defendeu que a autonomia de Portugal não implica isolamento, reforçando a defesa da paz, dos direitos humanos e do multilateralismo.
Perspetiva estratégica e governo
Seguro ressaltou a posição geoestratégica dos Açores entre a Europa e a América do Norte e a relevância das rotas atlânticas para a segurança. No plano interno, pediu coragem para decisões difíceis, humildade para reconhecer limites e políticas que mantenham o talento em Portugal, reduzindo a emigração.
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