Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

ONU alerta para agravamento da situação dos oceanos e apela a ação urgente

ONU alerta que a situação dos oceanos agrava-se e exige ação urgente, com o relatório a apontar aquecimento acelerado, poluição e riscos para a biodiversidade marinha

Oceano
0:00
Carregando...
0:00
  • A ONU advertiu que a situação dos oceanos está a agravar-se, pedindo ação urgente face ao aquecimento, à poluição e às ameaças à vida marinha.
  • A terceira Avaliação Global dos Oceanos (WOA III), de 1.350 páginas, foi preparada por 600 cientistas de 86 países e analisa o período entre 2018 e 2023.
  • Os autores alertam que ecossistemas e habitats estão a aproximar-se de pontos críticos de inflexão e que não se pode continuar a tratar o oceano como recurso inesgotável.
  • Entre as consequências, destacam-se o aquecimento acelerado, a subida do nível do mar a 4,3 milímetros por ano em 2023 e a acidificação oceânica.
  • O relatório aponta impactos significativos da poluição, especialmente do plástico (52,1 milhões de toneladas por ano; 24,4 trilhões de partículas), e realça a necessidade de políticas de conservação, cooperação internacional e do Tratado do Alto Mar, vigente desde janeiro.

A ONU alertou que a situação dos oceanos está a agravar-se, exigindo uma ação urgente dos países. O alerta surge com a publicação de uma avaliação global que analisa as pressões climáticas, a poluição e os impactos na vida marinha.

A terceira Avaliação Global dos Oceanos (WOA III) resulta de um consórcio com centenas de cientistas ao longo de vários anos, envolvendo 600 especialistas de 86 países. O relatório foca o período de 2018 a 2023.

As conclusões indicam que o oceano está perto de pontos de inflexão e que não pode ser visto apenas como recurso inesgotável. O aquecimento, a acidificação e a poluição alteram propriedades físicas e químicas dos mares.

Desafios e impactos

O documento salienta que 16% de todo o aquecimento oceânico dos últimos 70 anos ocorreu desde 2018. O aquecimento acelera também a subida do nível do mar, passando de 2 a 4,3 milímetros por ano entre 2015 e 2023.

A perspectiva de que o Ártico pode ficar sem gelo no final do verão até 2035 é descrita como uma possibilidade viável. A poluição persiste, com o plástico a ser um foco de preocupação, afetando milhares de espécies.

A matriz de pressões humanas e climáticas reduz a biodiversidade marinha desde microrganismos até mamíferos, afetando recifes, planícies abissais e zonas costeiras. Estima-se que 37% da população mundial viva a menos de 100 km da costa.

Medidas e ações globais

O relatório aponta que alguns contaminantes históricos, como o mercúrio, podem estar em declínio, mas outros aumentam, incluindo resíduos de medicamentos e plásticos. Anualmente, 52,1 milhões de toneladas de plástico acabam no oceano.

A proteção de ecossistemas e a cooperação internacional são vistas como cruciais para enfrentar as pressões. A adoção do Tratado do Alto Mar, que entrou em vigor em janeiro, é considerada um passo decisivo, ainda que a fragmentação entre Estados persista.

Reações e perspectivas

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que não se pode continuar a ver o oceano como recurso ilimitado. Organizações ambientais, como a Greenpeace, pedem a criação de santuários marinhos altamente protegidos, que proíbam a exploração humana.

A ONU reforça a necessidade de políticas de conservação, regulamentação e cooperação para conter as pressões sobre a biodiversidade marinha. O objetivo é reduzir impactos e promover a resiliência oceânica a médio e longo prazo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais