- O Ministério da Justiça considera a fuga de um homem do Tribunal de Ponte de Sor, em maio, uma “situação anómala” ainda a investigar.
- O suspeito entrou no tribunal acompanhado por três polícias, algemado e sem arma, fugiu e entregou-se às autoridades no dia 26 de maio.
- Continua em prisão preventiva, indiciado de vinte crimes, incluindo cinco tentativas de homicídio; o arguido tem 37 anos.
- O MP indica que grande parte dos factos ocorreu no contexto de conflito entre famílias rivais; o primeiro interrogatório estava marcado para o dia 13 de maio, mas houve agressões aos militares da GNR durante a fuga.
- O Ministério da Justiça informa que a segurança permanente no tribunal só existe desde fevereiro de 2026, sendo que, desde março de 2026, o edifício está abrangido pelo contrato nacional de vigilância; estão previstos um pórtico de segurança e a reativação de celas.
O Ministério da Justiça designou a fuga de um homem do Tribunal de Ponte de Sor, no distrito de Portalegre, como uma “situação anómala” que está a ser investigada. O incidente ocorreu em maio, com o arguido a fugir durante o primeiro interrogatório.
Segundo a Procuradoria da Comarca de Portalegre, o homem, de 37 anos, entrou no tribunal acompanhado por três polícias, algemado, sem arma à entrada. O MP indica que o indivíduo é suspeito de 20 crimes, incluindo cinco tentativas de homicídio.
O suspeito acabou por entregar-se às autoridades no dia 26 de maio, no próprio Tribunal de Ponte de Sor, entre as 14h30 e as 15h00, segundo informações da GNR. Após o primeiro interrogatório, a prisão preventiva foi decretada e o arguido permanece no Estabelecimento Prisional de Elvas.
Segurança nos tribunais de Portalegre
A comunicação do Ministério da Justiça refere alterações recentes nas condições de segurança do Tribunal de Ponte de Sor, associadas ao crescimento populacional da região e ao consequente aumento da criminalidade. Até fevereiro de 2026 não havia segurança permanente no tribunal.
O ministério lembra que o tribunal já passou a integrar o contrato nacional de vigilância e segurança humana, desde março de 2026. Estão também em curso procedimentos para a instalação de um pórtico de segurança com vigilância humana permanente, bem como a reativação de celas no edifício, que tinham estado desativadas.
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