- A Câmara dos Representantes aprovou uma resolução sobre poderes de guerra por 215 votos a favor e 208 contra, com quatro republicanos a votar com os democratas.
- A medida visa travar ações militares norte-americanas contra o Irão, marcando uma censura à estratégia de guerra do presidente Donald Trump.
- O resultado ocorre num momento de crescente descontentamento com a guerra e após novos apelos para restabelecer a paz, ainda sem garantia de aprovação no Senado.
- O Senado já tinha avançado com uma resolução semelhante, numa divisão interna no Partido Republicano que mostrou oposição ao conflito.
- O Secretário de Estado alertou que, se o Congresso aprovar a resolução, o Irão pode interpretar que a administração fica com as «mãos atadas» para negociar.
A Câmara dos Representantes aprovou uma resolução que restringe ações militares dos Estados Unidos contra o Irão, numa votação de 215 a 208. Quatro republicanos juntaram-se aos democratas, gerando aplausos no hemiciclo. A medida censura a estratégia de guerra do presidente Donald Trump.
A proposta pretende colocar fim ao conflito de três meses que tem marcado a política externa norte‑americana. A aprovação na Câmara não implica, de imediato, o fim da ofensiva, uma vez que o Senado ainda não decidiu sobre o tema, e é provável que Trump a Vete.
A iniciativa partiu de democratas, com o apoio de alguns republicanos. Gregory Meeks, de Nova Iorque, líder da Comissão de Negócios Estrangeiros, pediu que o presidente escolha o caminho certo, destacando o custo político e humano da guerra.
Caminho no Congresso
O Senado já tinha avançado com uma resolução similar, após um grupo de republicanos ter rompido com Trump. O clima de descontentamento aumenta à medida que a guerra persiste e o Presidente procura negociar um plano de paz.
Os responsáveis pela política externa lembram que a Lei dos Poderes de Guerra dá ao Executivo 60 dias para buscar autorização ao Congresso para ações militares. A administração sustenta que as hostilidades terminaram com o cessar‑fogo vigente.
Perspectivas e impactos
A Câmara reforça a pressão sobre o governo para justificar o envolvimento militar. Ainda não se sabe se o Senado aprovará a sua resolução ou se a escalada será mantida, mantendo o foco no Médio Oriente. O desfecho permanece incerto.
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