- Coreia do Norte revelou uma nova instalação para produzir combustível para bombas nucleares; Kim Jong Un visitou-a em 3 de junho de 2026, em local não divulgado.
- A KCNA informou que Kim e responsáveis de alto escalão definiram as prioridades para reforçar as forças nucleares a um ritmo exponencial.
- A instalação é descrita como usando tecnologia sofisticada; pormenores sobre localização e data de início de operações não foram divulgados.
- Fotografias mostraram instalações que parecem incluir centrífugas para enriquecer urânio com aptidão militar; Kim discursou em reunião com altos dirigentes.
- O anúncio surge após promessas anteriores de ampliar o programa nuclear; especialistas sul-coreanos indicam que a zona pode ser uma nova secção do complexo de Yongbyon, cuja localização não foi revelada. Estima-se que a Coreia do Norte tenha entre 50 e 100 bombas nucleares operacionais.
A Coreia do Norte revelou uma nova instalação para produzir combustível para bombas nucleares. Kim Jong-un visitou o local na quarta-feira, 3 de junho de 2026, em local não divulgado, com o objetivo de acompanhar o funcionamento e o plano de produção de longo prazo.
Segundo a KCNA, Kim e responsáveis de alto escalão indicaram a prioridade de reforçar as forças nucleares a um ritmo exponencial, no âmbito de um ambicioso plano futuro do país para ampliar o arsenal.
A imagem divulgada pela agência mostra um amplo salão com centrífugas e corredores cheios de tubos, sinais de uma plataforma de enriquecimento. A localização exacta não foi revelada.
Detalhes da instalação
O anúncio surge menos de dois anos depois da divulgação de outra central secreta de enriquecimento de urânio, em 2024, e reitera promessas de expandir o programa nuclear norte-coreano.
Kim também apelou ao aumento do número de centrífugas para expandir o arsenal, segundo a cobertura estatal. A visita realçou o impulso do regime para investir em tecnologia de enriquecimento.
O Estado-Maior sul-coreano indicou que a instalação é uma estrutura de enriquecimento de urânio e que está a coordenar com os EUA a monitorização das atividades. Analistas sugerem que pode tratar-se de uma secção recente do complexo de Yongbyon.
Durante a inspeção, Kim afirmou que a capacidade de produção de material nuclear de grau militar duplicou nos últimos cinco anos, uma afirmação que não teve verificação independente.
Estimativas de organizações internacionais apontam que a Coreia do Norte pode possuir entre 50 e 100 armas nucleares operacionais, embora a falta de verificação dificulte números precisos.
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