- Estreia esta sexta-feira no Centro Cultural Vila Flor, integrada nos Festivais Gil Vicente, com o álbum de família de Lúcia Pires.
- A peça é uma homenagem às mulheres que a criaram, inspirada em A Câmara Clara, de Roland Barthes.
- Lúcia Pires, actriz, assistente de encenação, realizadora e montadora, chegou a contactar com A Câmara Clara durante os estudos em Lisboa.
- Barthes, no ensaio, aborda a morte e a memória, servindo de referência para a obra de Pires.
- O espetáculo inclui uma fotografia de infância da encenadora e trabalha temas como nostalgia, medo do futuro e viver o presente.
Foi apresentada esta sexta-feira no Centro Cultural Vila Flor, em Braga, a peça Álbum de Família, de Lúcia Pires. A estreia ocorre no âmbito dos Festivais Gil Vicente, com uma homenagem às mulheres que criaram a actriz.
Lúcia Pires, actriz, assistente de encenação, realizadora e montadora, transforma a memória familiar numa investigação teatral. O projeto dialoga com A Câmara Clara de Roland Barthes, ensaio sobre fotografia e mortalidade, inspirado na vida da própria mãe.
A encenação surge na escola superior de Teatro e Cinema de Lisboa, onde a artista começou a interessar-se por texto, imagem e memória. O espetáculo recorre a uma fotografia de infância para explorar nostalgia, medo do futuro e a urgência de viver o presente.
Origem e enfoque
A criação parte da ideia de registrar o tempo vivido pela actriz, personificando a relação entre imagem e lembrança. A obra utiliza o contacto com a fotografia para orientar a narrativa e a experiência sensorial do público.
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