- O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirma que a capacidade de Portugal de agir como “construtor de pontes” é o seu maior ativo na corrida ao Conselho de Segurança da ONU.
- Portugal enfrenta forte concorrência da Alemanha e da Áustria, mas Rangel diz que está bem posicionado para conquistar um quarto mandato como membro não permanente.
- A campanha continua até ao último momento, com o ministro a sublinhar o compromisso de Portugal com o multilateralismo, o direito internacional e a Carta das Nações Unidas.
- O governante realça a tradição de Portugal em estabelecer pontes entre regiões (Europa, Américas, África, Ásia) e a sua reputação diplomática junto da comunidade internacional.
- A eleição para o biénio 2027/2028 é na quarta-feira; Portugal já foi membro não permanente em 1979-1980, 1997-1998 e 2011-2012.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou na sede da ONU, em Nova Iorque, que Portugal pode regressar ao Conselho de Segurança da ONU. Destacou a capacidade de se posicionar como construtor de pontes entre regiões.
Mesmo diante da concorrência de Alemanha e Áustria, o chefe da diplomacia disse que Portugal está bem posicionado para obter um quarto mandato como membro não permanente e que a campanha seguirá até ao último momento.
Rangel sublinhou o compromisso de Portugal com o multilateralismo, o direito internacional e a Carta das Nações Unidas. Enalteceu a reputação de Portugal como país capaz de facilitar relações entre continentes.
Competição com Alemanha e Áustria
Portugal disputa com Alemanha e Áustria os dois lugares de membros não permanentes do grupo da Europa Ocidental e Outros Estados. A eleição para 2027/2028 é marcada para quarta-feira.
O ministro rejeitou ver um mau resultado como derrota diplomática, garantindo que Portugal continuará a trabalhar até ao desfecho do processo e elogiando a diplomacia portuguesa e as instituições envolvidas.
O país lançou a candidatura ao Conselho de Segurança em 2013, um ano após ter estado como membro não permanente em 2011-2012. Portugal já ocupou o cargo três vezes.
Histórico da candidatura
O Conselho de Segurança da ONU conta com 15 membros, dos quais cinco permanecem com veto. Membros não permanentes são eleitos para dois mandatos consecutivos.
Portugal já foi membro não permanente nos biénios 1979-1980, 1997-1998 e 2011-2012. A eleição coincide com o término do segundo mandato de António Guterres como secretário-geral.
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