- Donald Trump disse que não haverá tropas israelitas rumo a Beirute e que as forças que já seguiam para lá recuaram, após contactos com o primeiro-ministro israelita e o Hezbollah, numa publicação na Truth Social.
- Trump afirmou ainda que as negociações com o Irão prosseguem a um ritmo acelerado, mantendo a possibilidade de diálogo.
- A leitura pública de Teerão de suspender negociações com os EUA, após a ofensiva israelita no Líbano, foi inicialmente veiculada pela agência Tasnim, associada aos Guardas da Revolução.
- O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão responsabilizou os EUA pela falha em travar a ofensiva de Israel, defendendo que o Irão continuará a defender os seus interesses.
- Generais iranianos advertiram que o Irão está preparado para operações defensivas que poderão alterar o equilíbrio no terreno e abrir novas frentes, incluindo o estreito de Ormuz, conforme meios de comunicação iranianos.
Donald Trump afirmou que não haverá tropas israelitas a dirigir-se a Beirute e que quaisquer forças já recuaram, após conversas com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e com o Hezbollah. Em publicações separadas na Truth Social, o presidente indicou que teve uma “chamada muito boa” com o Hezbollah, com os dois lados concordando que os disparos parariam, que Israel não atacaria e que o Hezbollah não atacaria Israel.
Simultaneamente, Trump disse que as negociações com o Irão continuam a um ritmo acelerado, minimizando a notícia de Teerão sobre a suspensão das negociações com os Estados Unidos, notícia veiculada pela Tasnim, próxima dos Guardas da Revolução. O Presidente afirmou ainda que o Irão não o informou formalmente da decisão.
Conflito no Líbano e negociações com o Irão
A agência Tasnim relatou que o Irão suspendeu as negociações com os EUA, em meio à ofensiva israelita no Líbano, e ameaçou bloquear o estreito de Ormuz, ampliando as frentes de combate. Washington, por sua vez, mantém a possibilidade de negociações de paz, sem sinal de hostilização geral.
Reação iraniana e cenário regional
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão responsabilizou os EUA pela falta de pressão para travar a ofensiva israelita no Líbano. Em comunicado, o órgão civil afirmou que os EUA são responsáveis pelas violações do cessar-fogo, tanto contra o Irão como contra o Líbano, e apelou ao direito de autodefesa.
Generais iranianos citados pela imprensa anunciaram estar preparados para operações defensivas que possam alterar o equilíbrio no terreno e abrir novas frentes, incluindo no estreito de Ormuz. Mohsen Rezaei, conselheiro do líder supremo e antigo comandante dos Guardas da Revolução, afirmou que o Irão não tolerará o bloqueio marítimo ou a escalada de tensões.
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