- O presidente da Carris, Rui Lopo, afirmou que a empresa trabalha para sair por cima de um processo relacionado com o elevador da Glória, que causou 16 mortes em setembro de 2025.
- Lopo destacou a total cooperação da Carris com as autoridades e que o objetivo é apurar a realidade do que aconteceu, sem emitir comentários antes das conclusões técnicas.
- O cargo de presidente do Conselho de Administração da Carris foi assumido após a renúncia do anterior Conselho, na sequência de um relatório do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários que apontou falhas na manutenção e Formação da empresa prestadora.
- A Polícia Judiciária realizou buscas na sede da Carris, em Santo Amaro, na sexta-feira; o processo está em segredo de justiça e a empresa mantém a sua colaboração com as autoridades.
- A CNN indicou que estão em curso investigações por homicídio por negligência e violação de regras de segurança, envolvendo elementos da Carris e da MAIN, empresa subcontratada para a manutenção do elevador.
O presidente da Carris afirmou que a empresa está a trabalhar para sair por cima, após o acidente do elevador da Glória, em Lisboa, que causou 16 mortes. A comunicação foi feita durante a apresentação de 15 autocarros elétricos, em Monsanto, na segunda-feira.
Lopo reforçou a cooperação total com as autoridades e destacou que o processo afeta a imagem da Carris, que assume o desafio de esclarecer o que aconteceu. O objetivo é apurar a realidade com base na informação técnica disponível.
O presidente assumiu a liderança do CA da Carris depois da renúncia do anterior órgão, após o relatório preliminar do GPIAAF apontar falhas na manutenção, falhas de formação e supervisão de empresa subcontratada.
Investigação e diligências
A Polícia Judiciária realizou buscas na sede da Carris, em Santo Amaro, na sexta-feira, no âmbito da tragédia. O processo encontra-se em segredo de justiça, mantendo a colaboração da Carris com as autoridades.
A investigação envolve crimes de homicídio por negligência e violação de regras de segurança. Estão identificados como visados responsáveis da Carris e da empresa MAIN, subcontratada para a manutenção do elevador.
A tragédia do elevador da Glória ocorreu em setembro de 2025, descarrilando e gerando mais de vinte feridos, de várias nacionalidades. A perícia e as declarações oficiais vão orientar a continuidade do processo.
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