- A Força Aérea Portuguesa (FAP) voltou a defender publicamente o F-35 da Lockheed Martin como única solução para substituir os F-16.
- O processo formal de decisão ainda não foi iniciado, estando a substituição a cargo do Governo; seguem na corrida também Saab e Eurofighter (Airbus).
- O tenente-general João Caldas afirmou que o F-35 facilita a interoperabilidade com aliados e o acesso a conhecimento operacional, destacando o papel da aeronave na dissuasão.
- A FAP já havia sinalizado a preferência pelo F-35 em 2024, com a ideia de que a opção europeia (Eurofighter) poderia ficar para trás no contexto da integração europeia do caça.
- O atual segundo (F-16) entrou ao serviço em 1994; o F-35 é apresentado como essencial para a modernização e para manter a interoperabilidade na NATO.
A Força Aérea Portuguesa (FAP) voltou a defender publicamente a opção pelo F-35, caças furtivos da Lockheed Martin, para substituir a frota de F-16. A posição foi reiterada durante uma apresentação na conferência anual da AED, no Estoril, ainda sem qualquer processo formal de decisão iniciado pelo Governo. Saab e Airbus continuam na corrida.
Para a FAP, a adaptação ao F-35 permitirá integração num vasto ecossistema de aliados, melhorar a dissuasão e a interoperabilidade, bem como facilitar o acesso a conhecimento operacional, afirmou o tenente-general João Caldas, vice-chefe do Estado-Maior da Força Aérea.
Nos slides apresentados, o F-35 aparece como a opção principal, com a expressão quinta geração. Os concorrentes Saab Gripen E/F e Eurofighter Typhoon ficam fora do foco oficial, classificados como quatro e meio, apesar de a Saab defenderem capacidades evolutivas de software.
Contexto
A frota atual de F-16 da FAP entrou ao serviço em 1994, num processo iniciado durante o mandato do então executivo de Aníbal Cavaco Silva. A decisão de substituir os F-16 envolve várias etapas políticas e técnicas que ainda não foram iniciadas.
Em 2024, o então chefe da FAP já defendia que não havia outra opção além do F-35, sinalizando atraso europeu na integração da aeronave. Em 2025, o ministro da Defesa reconheceu mudanças no cenário geopolítico que podem influenciar a decisão portuguesa.
A participação de fornecedores estratégicos e a possibilidade de envolvimento de produção europeia também foram mencionadas. Rob Weitzman, da Lockheed Martin, garantiu que o F-35 oferece dados operacionais e que há produção europeia significativa, o que poderá facilitar eventual integração de Portugal na cadeia de fornecimento. A Saab e a Airbus aguardam uma notificação formal de Lisboa para apresentarem os argumentos ao Governo.
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