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Emissões dos 10 poluidores em Portugal sobem 7% com Galp, TAP e EDP no topo

Em 2025, os dez maiores poluidores de Portugal emitiram 8,94 milhões de toneladas de CO2, aumentando sete por cento, liderados pela Refinaria de Sines, TAP e pela central a gás da EDP

Refinaria da Galp em Sines
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  • Em 2025, as dez maiores fontes emissoras em Portugal emitiram cerca de 8,94 milhões de toneladas de CO₂, mais 7% que em 2024, impulsionadas sobretudo por centrais a gás após o apagão de abril.
  • A Refinaria de Sines, da Petrogal (Grupo Galp), lidera pela sexta vez, embora tenha registado uma redução de 16% para 2,20 milhões de toneladas de CO₂, decorrente principalmente de uma paragem técnica de 50 dias.
  • A TAP mantém o 2.º lugar, com aproximadamente 1,18 milhões de toneladas de CO₂, contabilizadas no CELE apenas para voos intra‑europeus e para a Suíça; o total da empresa fica em cerca de 3,77 milhões de CO₂ equivalente.
  • A central a gás da EDP em Lares sobe 215%, para mais de um milhão de toneladas, alcançando o 3.º lugar; a central do Ribatejo entra diretamente no ranking, empurrando a Tapada do Outeiro para fora da lista.
  • O sector cimenteiro regista quedas, com a Cimpor Alhandra a recuar 25% para 838 mil t, Secil Outão a descer 22%, Souselas (Cimpor) a manter o 4.º lugar e Cimentos Maceira e Pataias a descer para a 9.ª posição.

Em Portugal, as dez maiores fontes emissoras de CO2 em 2025 somaram 8,94 milhões de toneladas, um aumento de 7% face a 2024. A principal responsável continua a ser a Refinaria de Sines, seguida pela TAP e pela central a gás da EDP em Lares. A subida generaliza-se sobretudo pelas centrais a gás natural, usadas para estabilizar o sistema elétrico após o apagão de abril.

No total, as dez maiores emissões representam perto de 9,0 milhões de toneladas. O preço médio das licenças europeias em 2025 ficou próximo de 74 euros por tonelada, com as centrais fósseis a comprar mais do que outras áreas industriais, que recebem quotas gratuitas.

Refinaria de Sines lidera, centrais a gás disparam

A Refinaria de Sines, da Petrogal e do Grupo Galp, ocupa o topo pelo sexto ano consecutivo, embora tenha reduzido as emissões em 16% para 2,20 milhões de toneladas. A redução deveu-se principalmente a umaparagem técnica de 50 dias para manutenção, não representando mudança estrutural.

A Zero critica o facto de a Galp investir pouco em energias renováveis, cerca de 16% do total. A associação incentiva a acelerar o hidrogénio verde e combustíveis sintéticos para aviação e transporte marítimo, áreas com maior potencial de descarbonização.

O aumento mais expressivo de 2025 ocorreu nas centrais a gás natural. A central da EDP em Lares subiu 215%, superando o milhão de toneladas de CO2, já que entrou para o terceiro lugar. A central no Ribatejo ganhou entrada direta ao sétimo lugar com crescimento de 326%.

TAP mantém 2.º lugar, cimenteiras recuam

A TAP mantém a segunda posição, com um aumento de 1% nas emissões, totalizando perto de 1,18 milhões de toneladas de CO2. A contabilização CELE abrange apenas voos intra-europeus e para a Suíça. A organização regista que as emissões totais da TAP em 2025 rondaram 3,77 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

Para a Zero, os SAF são necessários, mas insuficientes, sendo prioritário reduzir a procura de voos, especialmente distâncias certas para melhorar alternativas como o comboio rápido. A eficiência e a renovação da frota ajudam, mas não anulam o crescimento da procura.

No setor cimenteiro, algumas fábricas registaram reduções relevantes. Alhandra reduziu 25% das emissões, passando de 1,11 para 0,84 milhões de toneladas. Secil/Outão caiu 22%, mantendo a oitava posição. Souselas manteve o quarto lugar, com queda de 1%, e Maceira e Pataias recuou 4%.

Perspetiva de transição e política energética

A Zero afirma que as reduções não sinalizam descarbonização estrutural uniforme, variando por fábrica. O grupo alerta para a necessidade de uma transição justa, com planos territoriais obrigatórios de reconversão para grandes instalações fósseis, financiados por contribuições das próprias empresas, CELE e fundos europeus.

O objetivo é evitar desemprego e manter a transição climática fiel aos cenários de neutralidade. O CELE 2, que deverá abranger transporte rodoviário e edifícios, precisa ser desenhado com rigor para beneficiar o clima e os cidadãos.

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