- O Ministério Público pediu prisão preventiva para quatro dos 14 arguidos na operação “Águas Turvas”, ligada à Águas de Gaia (ADGaia).
- Para cinco suspeitos, o MP solicitou suspensão de funções e a proibição de contactos com os outros arguidos e com a ADGaia.
- Para os restantes cinco arguidos, o MP pediu caução não inferior a 100 mil euros e que fiquem proibidos de contactarem entre si e com os restantes suspeitos; um deles ainda pode ficar impedido de sair do país e sem o passaporte.
- Os detidos, funcionários da ADGaia e ex-funcionários, mantiveram-se em silêncio no primeiro interrogatório no Tribunal de Instrução Criminal do Porto; as medidas de coação deverão ficar definidas entre segunda e terça-feira.
- A investigação, que já dura cerca de dezoito meses, foca um esquema económico-financeiro envolvendo empresários e funcionários da ADGaia, com alegações de manipulação de contratos para beneficiar um empreiteiro mediante pagamentos e vantagens.
O Ministério Público pediu prisão preventiva para quatro dos 14 arguidos na operação Águas Turvas, que investiga um alegado esquema de corrupção na Águas de Gaia (ADGaia). A medida é apresentada como necessária para abalar supostas práticas criminosas, de acordo com o MP.
Para cinco suspeitos, o MP solicitou a suspensão do exercício de funções e a proibição de contatos com os outros arguidos, funcionários e dirigentes da ADGaia. Os cinco restantes devem prestar caução de pelo menos 100 mil euros e ficam proibidos de contactar entre si e com os demais arguidos.
Para um dos cinco, foi ainda requerida a proibição de saída do país e a entrega do passaporte. Inicialmente, o MP indicava 13 detidos, mas o documento aponta 14 arguidos. Os detidos, alguns com cargos de chefia na ADGaia, recolheram-se ao silêncio no TIC do Porto.
Detalhes da investigação
A PJ informou que a investigação, com cerca de 17 meses, envolve um esquema económico-financeiro, com cooperação entre empresários privados e funcionários da ADGaia, responsáveis por contratações públicas. A finalidade seria a execução de contratos.
Segundo o MP, os funcionários detidos teriam manipulado dezenas de contratos para favorecer o mesmo empreiteiro, mediante compensações como dinheiro, eletrodomésticos, jantares e obras em casas. A defesa e as medidas de coação seguem para avaliação.
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