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MP pede prisão preventiva para quatro detidos na operação Águas Turvas

Ministério Público solicita prisão preventiva para quatro dos catorze arguidos na operação Águas Turvas, indicativo de desmoronamento das práticas criminosas, com outros cinco sob suspensão de funções e restrições

Foto: Pedro Granadeiro
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  • O Ministério Público pediu prisão preventiva para quatro dos 14 arguidos na operação “Águas Turvas”, ligada à Águas de Gaia (ADGaia).
  • Para cinco suspeitos, o MP solicitou suspensão de funções e a proibição de contactos com os outros arguidos e com a ADGaia.
  • Para os restantes cinco arguidos, o MP pediu caução não inferior a 100 mil euros e que fiquem proibidos de contactarem entre si e com os restantes suspeitos; um deles ainda pode ficar impedido de sair do país e sem o passaporte.
  • Os detidos, funcionários da ADGaia e ex-funcionários, mantiveram-se em silêncio no primeiro interrogatório no Tribunal de Instrução Criminal do Porto; as medidas de coação deverão ficar definidas entre segunda e terça-feira.
  • A investigação, que já dura cerca de dezoito meses, foca um esquema económico-financeiro envolvendo empresários e funcionários da ADGaia, com alegações de manipulação de contratos para beneficiar um empreiteiro mediante pagamentos e vantagens.

O Ministério Público pediu prisão preventiva para quatro dos 14 arguidos na operação Águas Turvas, que investiga um alegado esquema de corrupção na Águas de Gaia (ADGaia). A medida é apresentada como necessária para abalar supostas práticas criminosas, de acordo com o MP.

Para cinco suspeitos, o MP solicitou a suspensão do exercício de funções e a proibição de contatos com os outros arguidos, funcionários e dirigentes da ADGaia. Os cinco restantes devem prestar caução de pelo menos 100 mil euros e ficam proibidos de contactar entre si e com os demais arguidos.

Para um dos cinco, foi ainda requerida a proibição de saída do país e a entrega do passaporte. Inicialmente, o MP indicava 13 detidos, mas o documento aponta 14 arguidos. Os detidos, alguns com cargos de chefia na ADGaia, recolheram-se ao silêncio no TIC do Porto.

Detalhes da investigação

A PJ informou que a investigação, com cerca de 17 meses, envolve um esquema económico-financeiro, com cooperação entre empresários privados e funcionários da ADGaia, responsáveis por contratações públicas. A finalidade seria a execução de contratos.

Segundo o MP, os funcionários detidos teriam manipulado dezenas de contratos para favorecer o mesmo empreiteiro, mediante compensações como dinheiro, eletrodomésticos, jantares e obras em casas. A defesa e as medidas de coação seguem para avaliação.

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