- O ministro da Administração Interna, Luís Neves, recusou comentar as buscas da Polícia Judiciária (PJ) na sede do PS, dizendo que é matéria de investigação criminal e justiça.
- Neves insistiu em não comentar o processo, mantendo silêncio sobre a investigação criminal em curso.
- O PS confirmou que a PJ realiza buscas na sede nacional do partido, relacionadas com atividades de um trabalhador e não com o PS enquanto instituição.
- A operação, denominada “Imergente”, é dirigida pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção e investiga prevaricação e participação económica em negócio, ligadas a adjudicações de contratos por câmaras municipais e juntas de freguesia.
- A ação decorre em Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra, envolvendo cerca de quatrocentos inspetores e peritos da PJ e sete magistrados do Ministério Público.
O ministro da Administração Interna não comentou as buscas da Polícia Judiciária na sede nacional do PS, em Lisboa, realizadas na quinta-feira. Disse apenas que é matéria de investigação criminal e de justiça, e que não cabe ao governo comentar o assunto. A cerimónia ocorreu na Escola Prática de Polícia, em Torres Novas.
Luís Neves recordou a sua antiga função como director da PJ e afirmou ter contribuído para documentos de combate a este tipo de crime. Reforçou que não há comentário a fazer sobre investigações, processos ou direito; o trabalho é da investigação criminal e do poder judiciário.
As buscas, confirmadas pelo PS, dizem respeito a um trabalhador e não ao partido como instituição. A operação Imergente, da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, investiga prevaricação e participação económica em negócio.
Detalhes da investigação
A PJ executa ações nas zonas de Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra, com cerca de 400 inspetores e peritos, e sete magistrados do Ministério Público envolvidos. Verifica-se, assim, indícios de adjudicações de contratos por câmaras municipais e juntas de freguesia.
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