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Encerramento da Garagem O Comércio do Porto reduz parte da cidade

Presidente da Câmara do Porto destaca a garagem associada ao jornal O Comércio do Porto, afirmando que o seu desaparecimento implica a perda de memória da cidade

Foto: Pedro Granadeiro
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  • Edifício desenhado em 1930 pelos arquitetos Rogério Azevedo e Baltazar de Castro, associado ao jornal O Comércio do Porto, fica na Rua do Almada, perto da Avenida dos Aliados, e continua a funcionar como garagem.
  • Considerado um símbolo do modernismo portuense e património sentimental da cidade, tal como refere a placa na parede exterior desvelada pelo presidente da Câmara do Porto.
  • Na cerimónia, o presidente da Câmara afirmou que a cidade tem de ser viva e manter memórias ligadas a espaços físicos e arquitetónicos.
  • O presidente da Área Metropolitana do Porto, Pedro Duarte, sublinhou que, se o edifício deixar de existir, é parte do Porto que desaparece, e que o jornal O Comércio do Porto deve servir de inspiração para o presente e o futuro.
  • A cerimónia contou com familiares de Bento de Sousa Carqueja, grande impulsionador do jornal, destacando a ligação histórica entre o espaço e o legado jornalístico.

O edifício que abriga a garagem do Jornal O Comércio do Porto, na Rua do Almada, permanece em funcionamento. O espaço foi desenhado em 1930 pelos arquitetos Rogério Azevedo e Baltazar de Castro e tornou-se parte integrante do centro histórico da cidade.

Associado ao jornal O Comércio do Porto, o imóvel é descrito como um símbolo do modernismo portuense e património sentimental de quem vive a Invicta. A placa na parede exterior corrobora este estatuto.

A cerimónia de descerramento da placa contou com a presença do presidente da Câmara do Porto e de familiares de Bento de Sousa Carqueja, figura fundamental do diário. O momento teve um destacado carácter histórico para a cidade.

Memória e papel da imprensa

O presidente da Câmara destacou que a cidade deve manter-se viva e em harmonia com memórias e tradições, que passam também por espaços físicos e edificado. Comentou que a preservação é uma responsabilidade coletiva.

O presidente da Área Metropolitana do Porto reforçou que a região precisa de massa crítica e que os meios de comunicação social têm um papel fundamental na construção de memória e de oportunidades futuras.

Durante a cerimónia, foi lembrado o papel histórico do jornal O Comércio do Porto, que competiu com outros diários da região, incluindo O Primeiro de Janeiro e o Jornal de Notícias, ambos com sede na cidade.

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