- Arguidos na operação Aguas Turvas regressam ao tribunal na sexta-feira, após saída do Tribunal de Instrução Criminal do Porto às 18h15.
- O caso envolve um esquema de viciação de contratos públicos na ordem dos 8 milhões de euros, com crimes de corrupção, abuso de poder e branqueamento.
- Nesta quinta-feira, 13 detidos não irão a tribunal; os advogados vão consultar o processo, e na sexta-feira começam os interrogatórios.
- Entre os detidos estão António Santos Mota, Eunice Fonseca, diretora na Águas de Gaia, e um ex-diretor; afirma-se que houve corrupção envolvendo viagens, refeições e dinheiro.
- À saída, as mulheres detidas cobriram o rosto com casacos e foram encaminhadas para a cadeia de Santa Cruz do Bispo; os homens foram para a cadeia anexa à Polícia Judiciária.
O Tribunal de Instrução Criminal do Porto recebeu, nesta quinta-feira, 13 arguidos da operação Aguas Turvas. O grupo saiu do edifício pelas 18h15, após cerca de duas horas de presença. O juiz Pedro Miguel Vieira enquadrou o processo e reuniu com os mandatários, definindo a ordem dos trabalhos.
Os advogados vão proceder à consulta de todo o processo e das provas reunidas ao longo de 17 meses de investigação. Na sexta-feira começam os interrogatórios, momento em que se saberá se os arguidos irão prestar declarações. Nesta quinta-feira, os 13 detidos não vão a tribunal.
À saída, as detidas cobriram o rosto com casacos e foram encaminhadas para a cadeia de Santa Cruz do Bispo. Os arguidos masculinos foram recolhidos à cadeia anexa à Polícia Judiciária.
Em causa está um alegado esquema de viciação de contratos públicos, com impacto estimado na ordem dos 8 milhões de euros. O caso envolve a figura de António Santos Mota, empresário da construção.
Entre os detidos está Eunice Fonseca, diretora na Águas de Gaia, bem como um ex-diretor da empresa. Alegadamente, o empresário terá corrompido funcionários da empresa municipal gaiense por meio de viagens, refeições e dinheiro.
Os crimes de que os arguidos são acusados incluem corrupção, abuso de poder e branqueamento de capitais. As informações obrigatórias são apresentadas pelas autoridades judiciárias, sem extrapolações.
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