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Alemanha assina acordo de GNL com Canadá em meio a receios energéticos

Canadá firma acordo para exportar até 1 milhão de toneladas/ano de GNL para a Alemanha, via terminal na costa da Colúmbia Britânica, fortalecendo laços energéticos

ARQUIVO - A unidade flutuante de GNL 'Hoegh Esperanza' está ancorada na abertura do terminal em Wilhelmshaven, Alemanha, 17 de dezembro de 2022
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  • Canadá chegou a um acordo para exportar gás natural liquefeito a partir de uma unidade prevista na costa pacífica, num acordo com o grupo alemão SEFE (Securing Energy for Europe), segundo fontes próximas do processo.
  • As exportações poderão chegar a até 1 milhão de toneladas anuais de GNL a partir da unidade de exportação Ksi Lisims, na Colúmbia Britânica.
  • O acordo visa abastecer a Alemanha, que já depende de importações de GNL para substituir o gás russo, em contexto de crise energética na Europa.
  • A Alemanha terá de facto acolhido menos de um oitavo do total de importações de GNL no ano anterior, exemplos de 106 terawatts-hora de gás importado via terminais de GNL em 2025, conforme o regulador Bundesnetzagentur.
  • As perspetivas económicas da Alemanha deterioraram-se com a guerra no Irão, levando o governo a reduzir para metade a previsão de crescimento em 2026, para 0,5% do PIB.

O Canadá assinou um acordo para exportar gás natural liquefeito (GNL) para a Alemanha a partir de um terminal previsto na costa do Pacífico, na Colúmbia Britânica. O acordo envolve a SEFE — Securing Energy for Europe — e prevê a entrada em operação da unidade de exportação Ksi Lisims. O montante pode chegar a 1 milhão de toneladas anuais.

As informações foram avançadas na terça-feira por uma fonte conhecedora do processo, e a assinatura está prevista para quarta-feira. A notícia foi publicada pela Associated Press, citando fontes sob confidencialidade. O negócio enquadra-se num contexto de crise energética europeia.

Ao serviço do acordo está o canal de fornecimento de GNL que pode substituir parcialmente importações russas. A SEFE é uma das grandes empresas alemãs do setor energético, que foi nacionalizada em 2022 após a separação da antiga subsidiária da Gazprom.

O acordo surge numa altura em que a Europa enfrenta uma crise energética agravada pela guerra na Ucrânia e, mais recentemente, pelo aumento de tensões no Médio Oriente. Na Alemanha, a dependência de gás importado persiste, com a aposta no GNL como complementação a fontes de energia.

Contexto e parceiros

Segundo dados da Bundesnetzagentur, a Alemanha importou 106 terawatts-hora de gás através de terminais de GNL em 2025. O acordo com o Canadá pode representar cerca de um oitavo desse total, numa altura de maior diversificação de fornecimentos.

A relação entre Canadá e Alemanha ganha relevância histórica no setor energético, num momento em que a Europa procura reduzir a exposição a fornecimentos indiretos. O pacto reforça a cooperação entre um país produtor e uma economia europeia dependente de importações.

Perspetivas económicas

A crise energética tem impacto nas perspetivas económicas alemãs. Em abril, o governo reduziu para metade o crescimento previsto para 2026, para 0,5% do PIB, citando choques ligados às forças geopolíticas e aos preços da energia. O acordo pode moderar parte dessa pressão.

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