- Arranca hoje a festa para quem ama os livros, com a Feira do Livro de Lisboa a alcançar o estatuto de Festival Acessível.
- A edição traz números expressivos: mais de oitocentos e cinquenta mil visitantes por evento, em média quarenta e cinco mil por dia, e a abertura está marcada para o dia vinte e sete, ao meio‑dia, no Parque Eduardo VII.
- Segundo a organização, dois terços dos visitantes têm idade inferior a trinta e cinco anos, mais de sessenta por cento vêm de fora propositadamente e noventa e seis por cento recomenda a visita.
- Este ano há cinema aos sábados, num ecrã montado no relvado central, e uma sala silenciosa para audiolivros no Espaço das Bibliotecas de Lisboa.
- O programa inclui mais de três mil e duzentos eventos até dia quatorze de junho, com concertos e espetáculos de artes performativas; a organização aponta que o objetivo é melhorar a experiência dos visitantes e fidelizar leitores.
A Feira do Livro de Lisboa (FLL) arrancou hoje, com a organização a anunciar que o evento recebeu o estatuto de Festival Acessível. A cerimónia de abertura acontece ao meio‑dia no Parque Eduardo VII, em Lisboa, com a presença de Miguel Pauseiro, presidente da APEL. O objetivo é tornar a experiência mais inclusiva para visitantes com necessidades específicas.
Ao longo de 2023, a FLL recebeu em média 850 mil visitantes por edição, equivalente a cerca de 45 mil por dia. Pauseiro destacou que a organização está satisfeita com os resultados e que é difícil superar este patamar adicional de inovação e participação.
Entre os dados divulgados, dois terços dos visitantes têm menos de 35 anos, mais de 60% chegam de fora da cidade para o evento e 96% recomendam a visita ao recinto. A partir deste ano, a feira passa a combinar cultura com acessibilidade de forma mais estruturada.
Para reforçar a experiência, a FLL integrou cinema aos sábados, num ecrã montado no relvado central, e criou uma sala silenciosa dedicada a audiolivros, no Espaço das Bibliotecas de Lisboa. Pauseiro sublinhou o desafio de manter a inovação contínua.
Este ano a programação vai além da leitura, com mais de 3200 eventos até 14 de junho, incluindo concertos e artes performativas. O uso de novos formatos pretende atrair leitores num país onde a leitura ainda enfrenta entraves de participação.
Entre na conversa da comunidade