- O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, confirmou que o presidente ucraniano Volodomyr Zelenskyy foi convidado para a cimeira anual da organização em Ancara, em julho, e que ele deverá estar presente.
- O convite a Zelenskyy, na reunião do ano passado em Haia, foi limitado a pedido da administração de então Donald Trump.
- Ainda não está definido a quantas sessões privadas da cimeira Zelenskyy poderá assistir este ano.
- Na semana, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reiterou a irritação da Casa Branca com a falta de apoio de aliados à guerra no Irão, enquanto Trump planeia expressar a sua “deceção” aos líderes da NATO.
- Diversos aliados, incluindo Japão, Austrália e Coreia do Sul, comprometeram-se a participar numa operação para reabrir o estreito de Ormuz assim que as hostilidades terminarem.
Volodymyr Zelenskyy, presidente da Ucrânia, foi convidado a participar na cimeira anual da NATO em Ancara, prevista para julho. A confirmação foi feita pelo secretário-geral da Aliança, Mark Rutte, numa conferência de imprensa após uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros na Suécia. O convite já foi formalizado.
Rutte afirmou que Zelenskyy estará presente, embora ainda esteja por definir a participação em sessões privadas da cimeira. O anúncio coloca o líder ucraniano num evento de alto nível, numa altura em que se aguarda o desfecho de eventuais compromissos de espaço para a Ucrânia, na prática de adesão à Aliança.
A reunião de Haia, realizada no ano passado, já tinha limitado o convite a Zelenskyy, a pedido da administração Trump. Este ano, o tom é diferente face ao histórico recente de Washington, que exigiu acordos de defesa entre aliados como resultado principal do encontro.
Observadores e contexto político
Na sessão desta semana, realizada na Suécia, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reiterou críticas à posição de alguns aliados da NATO relativamente ao Irão, com a Casa Branca a exigir unidade na resposta à guerra.
Rubio também comentou a possibilidade de um acordo para encerrar o conflito no Irão, referindo progressos moderados em negociações entre o Irão e o Paquistão e advertiu que os princípios norte-americanos permanecem inalterados, incluindo a posição sobre armas nucleares e o controle do estreito de Ormuz.
Entre aliados e parceiros, houve menções à participação de Nações como Japão, Austrália e Coreia do Sul em eventuais operações para reabrir o estreito de Ormuz, caso as hostilidades terminem. A cimeira de Ancara deverá reunir líderes para discutir caminhos de cooperação e segurança regional.
A agenda mira, assim, enviar sinais de continuidade na cooperação ocidental, mantendo o foco em a Ucrânia e na defesa comum, ao mesmo tempo que aborda tensões regionais e pactos de segurança.
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