- Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, disse, na reunião da NATO em Helsingborg, que a aliança é valiosa para a Europa e para os EUA, e que a retirada de tropas é uma decisão técnica, não política.
- Afirmou que há um reconhecimento de que, em determinado momento, pode haver menos tropas norte-americanas na Europa do que no passado.
- O anúncio de enviar cinco mil militares para a Polónia causou surpresa entre os aliados, num contexto já de retirada de tropas da Alemanha anunciada anteriormente.
- A cimeira de Ancara, em julho, é descrita como uma das mais tensas da história da NATO, com os líderes a ter de discutir a resposta às operações no Médio Oriente e a situação com o Irão.
- O secretário-geral da NATO revelou que Zelensky será convidado para a cimeira de Ancara; questionado sobre a atualização da resposta norte-americana a crises, disse que o processo é confidencial.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, avisou os aliados da NATO sobre a necessidade de reavaliar a presença militar na Europa, durante a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros realizada em Helsingborg, Suécia. Rubio explicou que a retirada e realocação de tropas não pretende punir ninguém, mas é uma avaliação técnica.
Entre as expectativas, o diplomata indicou que é provável haver menos tropas norte-americanas na Europa no futuro, sem prever prazos. Acrescentou que os EUA mantêm compromissos globais e que a aliança deve ser igualmente valiosa para Washington. A conferência decorreu num contexto de tensões com o Irão e a generalidade de reações à agenda de defesa.
A reunião de Helsingborg coincidiu com anúncios recentes sobre o envio de milhares de militares dos EUA para a Polónia, notícia que gerou surpresa entre parceiros europeus. Ao mesmo tempo, foi anunciada a retirada de tropas norte-americanas da Alemanha, fator que gerou questionamentos sobre a coordenação entre aliados.
Rubio reforçou que a NATO continua a ser uma estrutura central para a segurança europeia e para os interesses estratégicos dos EUA, sublinhando que os compromissos são reavaliados periodicamente em coordenação com os aliados. O objetivo é explicar o valor da NATO a Washington e a forma como as contribuições são distribuídas.
Antes da intervenção, o presidente da NATO, Mark Rutte, informou que Zelensky será convidado para a cimeira de Ancara, marcada para julho, mantendo o padrão de participação a nível de líderes. A autoridade aliou-se ao apelo por uma resposta concertada entre países face a desafios regionais.
Confiando nos mecanismos de defesa, o secretário-geral da NATO assegurou que o Artigo 5 permanece um compromisso sólido entre os membros. Ao mesmo tempo, mencionou que as decisões sobre a resposta a crises são tratadas de forma confidencial, com mudanças em curso nos bastidores para adaptar a estratégia comum.
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