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Portugal e França: o que se sabe sobre o caso das crianças abandonadas

Detenção em Fátima de mulher francesa e do padrasto, suspeitos de abandono de dois menores; caso em investigação e com medidas de coação a definir

Portugal e França em choque: o que se sabe sobre o caso das crianças abandonadas?
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  • Marine Rousseau, de quarenta e um anos, e o padrasto de cinquenta e cinco anos foram detidos pela GNR em Fátima, suspeitos de violência doméstica e de abandono de menores, no âmbito do caso das duas crianças encontradas em Alcácer do Sal.
  • As crianças francesas, com quatro e cinco anos, foram encontradas sozinhas junto a uma estrada nacional, em zona de mato; foram assistidas e encaminhadas para o hospital e estão em acolhimento provisório.
  • A família materna denunciou o desaparecimento às autoridades francesas; o pai biológico apresentou uma queixa por sequestro de menores, e investigam-se igualmente as circunstâncias em Portugal e na França.
  • O padrasto já tinha sido condenado em 2010 por violência doméstica contra a mãe da filha; o antigo agente da autoridade integra o núcleo de suspeitos no caso.
  • O regresso das crianças a França depende de pedidos formais das autoridades francesas e de cooperação judiciária entre os dois países; as crianças permanecem sob proteção no acolhimento em Portugal.

Marine Rousseau, 41 anos, foi detida pela GNR em Fátima, acompanhada de um homem de 55 anos, suspeitos de violência doméstica e de exposição e abandono de menores. As crianças encontradas junto a uma estrada em Alcácer do Sal estão sob proteção. A detenção ocorreu a cerca de 170 km do local da ocorrência.

O caso envolve ainda o padrasto, identificado como Marc Ballabrigade, que já tinha sido condenado por violência doméstica contra a mãe da sua filha. A detenção foi comunicada pela GNR como parte da investigação em curso.

Pouco se sabe sobre a mãe francesa e as motivações para deixar os filhos sozinhos, com quatro e cinco anos. O desaparecimento das crianças levou as autoridades francesas a abrir um inquérito por negligência infantil, envolvendo a família da guardiã legal das crianças.

Desaparecimento e investigação

A família materna alertou as autoridades francesas no dia 11 de maio de 2026, após a mãe, residente em Colmar, ter desaparecido. O Ministério Público de Colmar indicou que o pai, separado da mãe, apresentou queixa por sequestro de menores. A guarda legal dos menores era da mãe.

O desaparecimento levou a que as autoridades francesas localizassem a mulher em várias regiões, incluindo sul de França, Espanha e Portugal, sem contato possível. O aparecimento das crianças em Portugal impulsionou investigações nos dois países.

Situação atual das crianças e medidas

As autoridades portuguesas revelaram que as crianças estavam em bom estado de saúde ao serem avaliadas, tendo recebido tratamento médico necessário e ficado em alta hospitalar. O tribunal de Família e Menores de Santiago do Cacém instaurou procedimento de proteção com acolhimento provisório.

O pai das crianças está a caminho de Portugal para avaliação quanto ao eventual cuidado parental. O regresso definitivo a França depende de um pedido formal das autoridades francesas, com os tribunais franceses a manterem competência para decisões de proteção.

Perspetivas judiciais e cooperação

As autoridades portuguesas e francesas mantêm cooperação para definir o futuro das crianças. O Tribunal da Comarca de Setúbal reiterou que o regresso a França ocorrerá apenas mediante pedido formal. A investigação continua em investigação, com medidas de coação a serem determinadas pelo juiz.

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