- A Polícia Judiciária abriu um inquérito crime pelo acesso ilegítimo às credenciais de um médico do centro de saúde de Miranda do Corvo, que permitiram aceder a processos clínicos de utentes em todo o País.
- Vários pais das regiões centro e norte denunciaram acessos indevidos a processos clínicos de menores no portal SNS24, notícia do Correio da Manhã.
- O centro de saúde de Miranda do Corvo informou que o médico já não trabalha naquela unidade há vários anos, sugerindo possível roubo de credenciais por hackers.
- O bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, disse ter recebido um aviso e está a avaliar a eventualidade de conduta deontológica; foram enviados ofícios ao Ministério Público, aos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e à ULS do Alto Minho.
- A situação está a ser acompanhada e a notícia encontra-se em atualização.
A Polícia Judiciária abriu um inquérito crime por acesso ilegítimo às credenciais de um médico do centro de saúde de Miranda do Corvo. As credenciais permitiram aceder a processos clínicos de diversos utentes, incluindo crianças, em todo o País. A denúncia chega após queixas de pais de regiões centro e norte.
O caso foi adiantado pelo Correio da Manhã, citando relatos de acessos indevidos aos processos clínicos de menores no portal SNS24. A PJ confirmou a abertura do inquérito, sem avançar em mais detalhes sobre o número de indivíduos afetados.
De acordo com o centro de saúde de Miranda do Corvo, o médico em questão já não trabalha naquela unidade há vários anos. A instituição aponta para a hipótese de roubo de credenciais, com acesso indevido ao SNS por terceiros.
Reação institucional
O bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, disse ter recebido um aviso sobre a situação na quinta-feira à noite. A Ordem já acionou procedimentos internos para averiguar se ocorreu um ato de má conduta deontológica.
Foram enviados ofícios ao Ministério Público, aos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e à Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Minho, onde o médico exercia funções, para investigação e cooperação. A situação está a ser acompanhada pelas autoridades competentes.
A notícia está em desenvolvimento e não foram divulgados mais detalhes sobre a atuação dos suspeitos nem sobre possíveis consequências para os utentes afetados. As autoridades continuam a recolher informações junto das entidades envolvidas.
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