- A Marinha da Guarda Revolucionária do Irão informou que 31 navios atravessaram o estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, sob a coordenação da autoridade de tráfego definida pelo Irão.
- Entre as embarcações estiveram petroleiros, navios porta-contentores e outras embarcações mercantes, conforme a televisão estatal IRIB.
- A Autoridade do Estreito de Ormuz do Golfo Pérsico (PGSA) publicou um mapa que delimita a jurisdição na área, definindo os limites para o tráfego.
- O Comando Central dos EUA (Centcom) disse ter redirecionado 94 embarcações comerciais e imobilizado quatro, em conformidade com o bloqueio aos portos iranianos.
- As autoridades iranianas tinham anunciado, a 17 de abril, o fim das restrições de trânsito, mas voltaram a impor-nas após Trump afirmar que o bloqueio aos portos iranianos permaneceria; o Irão também diz que o bloqueio complica as negociações em Islamabad.
A Marinha da Guarda Revolucionária Iraniana (GRI) afirmou hoje que 31 navios atravessaram o estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, após a criação de uma autoridade iraniana para gerir o tráfego definir a sua jurisdição. Entre as embarcações estiveram petroleiros, navios porta-contentores e outras mercantes, todos sob coordenação e segurança da GRI, segundo a televisão estatal IRIB.
A declaração destaca o esforço das forças iranianas para manter uma rota segura e livre na área, mesmo perante o que descrevem como agressão militar dos Estados Unidos e uma sensação de insegurança sem precedentes no Golfo Pérsico. O comunicado reforça o papel da autoridade de Ormuz na supervisão do tráfego local.
Nesta região, a Autoridade do Estreito de Ormuz do Golfo Pérsico (PGSA) publicou na quarta-feira um mapa que delimita a jurisdição iraniana, uma manobra que alguns analistas veem como afetando rotas comerciais internacionais. As autoridades iranianas sublinham a relevância estratégica do estreito para o comércio global.
Enquanto isso, o Comando Central dos EUA (Centcom) indicou ter redirecionado 94 embarcações comerciais e imobilizado quatro, como parte do bloqueio marítimo ligado às políticas de portos iranianos, sob a administração de Donald Trump. As informações do Centcom seguem em linha com ações anteriores de monitorização da região.
A situação ocorre num contexto de tensões continuadas entre Teerão e Washington, com o Irão a justificar parte das restrições de trânsito pelo cessar-fogo temporário no Líbano. Este cenário influencia também as negociações em Islamabad, Paquistão, sobre o acordo regional.
Os desenvolvimentos surgem após o anúncio de fim temporário das restrições de trânsito, seguido de reintrodução de medidas, numa sequência de declarações que incluem pedidos de prorrogação de cessar-fogo por parte de outras partes. As autoridades iranianas referiram que tais medidas constituem condicionantes para a participação em negociações.
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