- A Palestina retirou a candidatura ao cargo de vice-presidente da Assembleia-Geral da ONU para a 81.ª sessão, na quinta-feira.
- A retirada ocorreu depois de, segundo a NPR, os Estados Unidos terem ameaçado revogar vistos de funcionários da missão palestiniana nas Nações Unidas se não desistisse da corrida.
- Um memorando interno do Departamento de Estado dos Estados Unidos instruía diplomatas a pressionarem as autoridades palestinianas a recuar.
- A confirmação da retirada foi dada por Neice Collins, porta-voz da presidente da Assembleia-Geral, por email às redacções.
- O caso reflete pressão diplomática entre Estados Unidos e Palestina no âmbito da ONU.
A Palestina retirou na quinta-feira a sua candidatura ao cargo de vice-presidente da Assembleia-Geral da ONU para a 81.ª sessão, alegando uma pressão externa. O anúncio chegou após informações de que os EUA teriam ameaçado revogar vistos da equipa palestiniana presente nas Nações Unidas.
Segundo a NPR, um memorando interno do Departamento de Estado instruía diplomatas norte-americanos a pressionarem as autoridades palestinianas para desistirem da candidatura, com a possível revogação dos vistos como punição caso não o fizessem.
Neice Collins, porta-voz da presidente da Assembleia-Geral, confirmou por e-mail a retirada da nomeação. O episódio decorre na cidade de Nova Iorque, onde está sediada a ONU, em contexto de tensões diplomáticas entre as partes envolvidas.
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