- A Igreja e Mosteiro da Cartuxa, em Oeiras, e o Palácio do Picadeiro, no Fundão, foram classificados como monumentos de interesse público, com as portarias publicadas no Diário da República.
- A Cartuxa de Laveiras resulta da antiga Cartuxa de Lisboa (1598); o mosteiro original ficou numa feição de deserto cartuxo, e a primeira igreja foi demolida por volta de 1736, sendo danificada pelo terramoto de 1755.
- A edificação atual manteve a delimitação do século XVII, com fachada de influência italiana e interior com um retábulo-mor setecentista; a instituição enfrentou Invasões Francesas, a revolução de 1820 e a extinção do mosteiro em 1834.
- O Palácio do Picadeiro, em Alpedrinha, Fundão, alberga o Centro de Interpretação das Rotas da Transumância; foi construído no final do século XVIII sobre uma estrutura anterior possivelmente do século XVI e tem traça barroca.
- O espaço já teve vários usos desde o século XX e, atualmente, conserva o estatuto de edifício marcante na envolvente de Alpedrinha, integrando o núcleo museológico do Centro de Interpretação da Rota da Transumância.
O Igreja e Mosteiro da Cartuxa, em Oeiras, e o Palácio do Picadeiro, no Fundão, foram classificados como monumentos de interesse público. A classificação foi publicada esta semana no Diário da República pelo Gabinete do Secretário de Estado da Cultura.
A decisão reconhece o valor simbólico, religioso, estético, técnico e material dos edifícios, bem como a sua importância na memória colectiva. O conjunto Cartuxa de Laveiras tem origem no mosteiro da Cartuxa de Lisboa, criado em 1598, marcado por uma trajetória que inclui reconversões e danos significativos ao longo dos séculos.
O texto de classificação descreve a planta atual como mantendo a delimitação da segunda metade do século XVII, com igreja, claustro, dependências e celas. A fachada externa terá influência italiana e o interior reserva elementos históricos como retábulos seculares.
Palácio do Picadeiro
O Palácio do Picadeiro situa-se em Alpedrinha, no Fundão, e abriga atualmente o Centro de Interpretação das Rotas da Transumância. A construção, do final do século XVIII, erguida sobre uma base anterior do século XVI, apresenta traço baroque que dialoga com edifícios vizinhos, como o Chafariz Real de 1714.
O espaço inclui um pátio quadrado com muros que já serviram de picadeiro. Desde o século XX tem vindo a acolher usos diversos e, hoje, integra um núcleo museológico ligado à referida rota. A portaria ressalta que, apesar de alterações interiores e perdas de elementos ornamentais, o palácio mantém a função de marco urbano em Alpedrinha.
Entre na conversa da comunidade