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Ponto Kultural: lugar vazio, mas cheio de visitantes

Vinte e sete artistas ocupam o Museu das Artes de Sintra (MU.SA) por três horas para transformar o lugar vazio num espaço de diálogo e visibilidade cultural

Artistas de Sintra ocupam o átrio do MU.SA para debater arte e território
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  • No MU.SA, 27 artistas de Sintra, todos vestidos de preto, sentam‑se à volta de uma mesa branca para falar das suas obras durante três horas, num evento vinculado ao Dia Mundial dos Museus.
  • O ciclo Lugar Vazio traz artistas ao espaço público do museu para ocupar, por momentos, um lugar que habitualmente permanece vazio.
  • O Ponto Kultural, criado pelo coletivo Unidigrazz, surgiu da falta de espaço e apoios e oferece residências, bolsas, workshops e palestras, com programação trimestral apoiada por mentoria.
  • Entre os artistas presentes: Hugo Silveira, Bruno Nunes (Senun), Madalena Santos (RGBored), Fábio Silva e Maria Caetano Vilalobos, que apresentaram projetos que cruzam dança, fotografia, banda desenhada, cinema e poesia.
  • Os trabalhos abordam temas como identidade, memória coletiva, imigração, periferia e questões sociais, com referências a obras e artistas como Frantz Fanon.

O Lugar Vazio chegou ao MU.SA, em Sintra, com uma mesa branca rodeada por 30 cadeiras. A sala encheu-se de 27 artistas locais, todos vestidos de preto, cada um com uma obra na mão. A iniciativa durou três horas, integrada no Dia Mundial dos Museus.

A ação foi promovida pela Câmara Municipal de Sintra em parceria com o Ponto Kultural, espaço de criação em Algueirão-Med Martins. O projeto visa ocupar espaços que costumam permanecer vazios para os artistas da região e abrir portas a residências, bolsas e workshops.

O Ponto Kultural nasceu da falta de espaço, apoios e visibilidade para processos artísticos. O coletivo pretende ser uma plataforma aberta que acolha residentes, mentoria e uma programação trimestral sustentada por bolsas.

Entre os artistas presentes estavam Hugo Silveira, dançarino queer, que mostrou um salto alto e explicou que o corpo pode ocupar diferentes espaços. O projeto Mar Alto acompanha as estações da Linha de Sintra, para dar voz a comunidades queer.

Bruno Nunes, conhecido como Senun, veio de uma experiência de vida na linha de Sintra. A obra apresentada é uma fotografia do músico Prodígio, ligada à memória coletiva da região e à influência de uma geração na estética contemporânea de Portugal.

RGBored, de Madalena Santos, trabalha com ilustração digital desde 2018. O conjunto exibido inclui Brainwash, uma BD com uma ovelha como protagonista, que convida a manter o espírito crítico e questionar imposições sociais.

Fábio Silva, cineasta, trabalha no filme O Sangue da Aliança, que aborda a relação entre uma mãe cabo-verdiana, o patriarcado e a história da emigração. O projeto inclui referências a Fanon, que influenciam a perspetiva criativa e temática.

Maria Caetano Vilalobos, poeta, performer e professora, apresentou Calmaria, seu segundo livro de poesia. A obra explora o espaço entre raiva e amor, o silêncio que antecede a ação e a busca por equilíbrio num contexto de conflito.

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