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Cinema de Marta Mateus retrata esquecidos de Estremoz com alegria

Em Estremoz, o cinema de Marta Mateus aproxima-se dos esquecidos nas Quintinhas; a participação de não-actores devolve alegria e autenticidade ao filme

José Moura e Nelson Idalécio Cigano (ao centro na fotografia) e outros membros da comunidade das Quintinhas, Estremoz, onde vive boa parte dos (não-)actores de *Fogo do Vento*, de Marta Mateus
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  • O filme Fogo do Vento, de Marta Mateus, foi rodado nas Quintinhas, perto de Estremoz, com a participação de não-actores da minifavela local.
  • O cinema olhou para os esquecidos de Estremoz e considerou o trabalho uma “alegria”.
  • A ideia do segundo filme, que mantém a ligação com a região e as comunidades, surgiu após o sucesso da curta-metragem de estreia, Farpões, Baldios (2017).
  • Marta Mateus descreve que começou a ter visões de um touro à solta na serra alentejana, uma imagem que acabou por influenciar Fogo do Vento, onde esse cenário aparece como motivo.
  • Alguns dos actores presentes em Fogo do Vento têm memória de já ter vivido episódios de touros desembestados na região, que obrigavam as pessoas a procurar abrigo.

Marta Mateus está a preparar o seu segundo filme, Fogo do Vento, que mergulha nas comunidades da região de Estremoz. O projeto acompanha uma minifavela em Quintinhas, onde surgem não‑actores que farão parte da narrativa.

O cinema de Mafra fez questão de olhar para os moradores locais e para as dinâmicas das áreas rurais. O filme mantém o foco na experiência das comunidades do Alentejo, tal como aconteceu no trabalho anterior da realizadora, Farpões, Baldios (2017), que retratou trabalhadores rurais e lutas laborais.

A ideia para Fogo do Vento nasceu a partir de uma imagem recorrente na região: um touro solto que obriga pessoas a subirem a árvores para se manterem seguras. A memória dessa situação, partilhada por alguns dos que participam no novo projeto, inspira a narrativa e a construção de personagens.

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